MÚSICA QUE CURA

Mickael Itallo humaniza hospitais com sanfona no Ceará

Médico sanfoneiro: universitário toca para confortar pacientes internados no Ceará
Mickael Itallo toca sanfona para pacientes em hospitais de Fortaleza e de Sobral, no Ceará — Foto: Reprodução

Estudante de medicina transforma rotina de pacientes com forró, levando alegria e esperança. Iniciativa impacta a dignidade e o bem-estar.

Com uma sanfona em mãos, o estudante de medicina Mickael Itallo, de 24 anos, transforma o ambiente de hospitais no Ceará, onde leva música e esperança a pacientes internados. A iniciativa, que une a paixão pela ciência e pelo talento musical, busca humanizar a rotina hospitalar, aliviando a solidão e o sofrimento dos que estão longe de casa. Para os pacientes, o som do forró não é apenas entretenimento, mas um lembrete de vida e dignidade, um fio que os reconecta com a alegria e a vontade de ir para casa, mostrando o poder da arte na cura.

Mickael, que está no internato em hospitais de Fortaleza e Sobral, no Ceará, conta que o instrumento musical foi um presente do pai quando tinha 15 anos. A paixão pela música o acompanhou desde então, e a ideia de unir o dom da sanfona à sua vocação médica surgiu no início dos estudos. “Na primeira oportunidade de levar a sanfona para o hospital, eu percebi que esse era o caminho. O que para mim pode ser algo simples, para eles é algo valioso”, relata o jovem, nascido no Maranhão.

O impacto da música no ambiente hospitalar é visível. Mickael descreve a “surpresa no olhar dos pacientes, a felicidade, o sorriso no rosto, a vontade de levantar pra dançar” quando ele chega às enfermarias. Em um espaço onde muitos perdem a noção do tempo e sentem-se isolados, um “forró bem cantado” representa um sopro de vida, um alento que os impulsiona a querer viver e retornar para seus lares. Essa troca também alimenta o músico, que redescobre o propósito de sua jornada.

Entre os momentos mais emocionantes, Mickael recorda-se de um paciente idoso em cadeira de rodas que, tomado pela emoção da música, pediu a uma enfermeira para levantá-lo e dançar com ele. O futuro médico, que se forma no fim do ano, planeja manter a sanfona como parte de sua prática profissional, independentemente da especialização, seja em cirurgia geral ou pediátrica, perpetuando a melodia da esperança nos corredores hospitalares.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário