CRIME EM FORTALEZA
Polícia prende suspeito de matar fundador de igreja de Lúcifer no Ceará
Homem de 25 anos foi detido em flagrante com armas e roupas usadas na ação. A vítima, conhecida como Bruxo Paulo Padilha, foi executada na quinta-feira (20/08).
A Polícia Civil prendeu um homem de 25 anos suspeito de executar o empresário e religioso Luciano Victor Melo de Sousa, conhecido como Bruxo Paulo Padilha, na quinta-feira (20/08), em Fortaleza. A detenção ocorreu horas após o crime, no bairro Farias Brito, onde os agentes localizaram armamento, munições e vestimentas que teriam sido utilizadas na ação.
O assassinato aconteceu no cruzamento da Avenida 13 de Maio com a Rua Barão do Rio Branco, no Bairro de Fátima. De acordo com relatos, a vítima e um acompanhante de 21 anos realizavam a troca de um pneu em uma oficina quando foram surpreendidos por um motociclista. O atirador efetuou diversos disparos e fugiu logo em seguida.
Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. O passageiro que estava com ele foi atingido na cabeça e segue hospitalizado no Instituto Doutor José Frota (IJF), sob cuidados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O sobrevivente, conforme apurado, utilizava tornozeleira eletrônica.
A Polícia Civil, por meio da 5ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), autuou o suspeito em flagrante por homicídio e posse ilegal de arma de fogo. A motivação do crime permanece sob investigação, enquanto as autoridades trabalham para identificar outros possíveis envolvidos no atentado.
Conhecido como Bruxo Paulo Padilha, Luciano era uma figura pública no Bairro Benfica, onde administrava bares e fundou, em setembro de 2023, a primeira Igreja de Lúcifer do Ceará, na Rua Instituto do Ceará. Nas redes sociais, o religioso compartilhava rituais da quimbanda luciferiana.
O histórico de Luciano incluía passagens pela polícia por corrupção ativa, ameaça, injúria e desacato. Em março de 2025, ele chegou a ser detido após conflito em um de seus estabelecimentos, envolvendo desentendimento com socorristas do Samu, sendo liberado posteriormente mediante pagamento de fiança e imposição de medidas cautelares.
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