CRIME ORGANIZADO ELEITORAL
Chefia do Comando Vermelho no Rio cobra 200 mil para permitir campanha política no Ceará
Dois suspeitos foram presos em operação da PCCE, por submeter candidatos a parlamentar a condições impostas pela facção criminosa sob ameaça de represálias.
A Polícia Civil do Ceará deflagrou uma operação para desarticular um esquema de extorsão contra agentes políticos no município de Forquilha, localizado na região norte do estado. A decisão pela prisão dos suspeitos foi tomada pelas forças de segurança após o monitoramento de ameaças que visavam controlar a realização de campanhas eleitorais na cidade, nesta quinta-feira (20/08/2026).
A investigação aponta que a ordem para a cobrança de R$ 200 mil partiu de uma liderança do Comando Vermelho foragida no Rio de Janeiro. A exigência do grupo visava limitar o exercício democrático na região, submetendo candidatos a parlamentar a condições impostas pela facção criminosa sob ameaça de represálias. O impacto dessa investida vai além da intimidação financeira, ferindo a liberdade política e a segurança da comunidade local.
Os detidos, Gean Barboza Fontenele e Francisco Werlysson Feijão Silva, foram localizados pelas equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas Norte (Draco Norte) e do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). A apuração revelou que os suspeitos utilizavam contatos telefônicos específicos para realizar as cobranças, o que facilitou o rastreio da atividade criminosa e a vinculação da dupla à organização carioca.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), os envolvidos foram autuados em flagrante por integrar organização criminosa. A ação, realizada de forma integrada com o Departamento de Polícia do Interior Norte (DPI-Norte) e a Delegacia Municipal de Forquilha, ainda busca identificar outros membros da facção que atuam no município. A medida é de caráter urgente e, por se tratar de prisão em flagrante, cabe a condução à audiência de custódia, onde o judiciário avaliará a manutenção da detenção.
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