PETRÓLEO E INFLAÇÃO

Mercado financeiro projeta inflação acima de 5% em 2026 com alta do petróleo

Gráfico da alta do preço do petróleo com bandeira do Brasil ao fundo.
Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Estimativas do Boletim Focus foram revistas pela décima primeira semana seguida. Aumento dos combustíveis é o principal fator.

O mercado financeiro elevou novamente sua projeção para a inflação em 2026, superando a marca de 5% — um movimento que se repete pela décima primeira semana consecutiva. A decisão reflete o impacto direto da escalada nos preços do petróleo, intensificada pelo conflito no Oriente Médio, que pressiona os custos de combustíveis e insumos essenciais para a indústria brasileira. Essa tendência afeta diretamente o poder de compra da população, em especial as famílias com rendas mais baixas, pois o aumento de preços não é acompanhado por uma elevação equivalente nos salários. O Banco Central (BC) divulgou as expectativas nesta segunda-feira, 25/05/2026, no Boletim Focus, compilado a partir de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

As projeções atualizadas para a inflação em 2026 passaram de 4,92% para 5,04%. Para 2027, a expectativa avançou de 4% para 4,01%. Em 2028, a previsão se manteve em 3,65%, e para 2029, em 3,50%.

Apesar das revisões inflacionárias, o mercado financeiro mantém a expectativa de queda nas taxas de juros. A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano, indicando um ciclo de cortes. Para 2027, a expectativa se manteve em 11,25% ao ano, e para 2028, em 10% ao ano.

Em relação à atividade econômica, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi ajustada de 1,85% para 1,89%. O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. No entanto, para 2027, a projeção de crescimento do PIB recuou de 1,77% para 1,70%.

Quanto à taxa de câmbio, a estimativa para o final de 2026 foi revisada para R$ 5,17 por dólar, uma ligeira baixa em relação aos R$ 5,20 anteriores. Para 2027, a projeção caiu de R$ 5,27 para R$ 5,26 por dólar.

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