LOGÍSTICA E DESENVOLVIMENTO
Amapá acelera preparativos para integrar a cadeia de petróleo e gás na Margem Equatorial
Estado aposta em investimentos na BR-156, adesão ao Repetro e qualificação de mão de obra para consolidar a região como um hub logístico estratégico no Arco Norte.
O Amapá está reestruturando seu planejamento logístico e econômico para se posicionar como um polo central na exploração de petróleo na Margem Equatorial. A estratégia, desenhada pelo governo estadual, visa antecipar demandas de infraestrutura, serviços e mão de obra diante das atividades exploratórias da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas.
Wandenberg Pitaluga Filho, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Amapá, explicou que o trabalho de estruturação institucional e tributária é conduzido há três anos e meio. Em 2025, o estado oficializou a concessão do Repetro à Petrobras, medida fundamental para aumentar a competitividade local na atração de empresas fornecedoras.
A preparação importa pois a chegada da indústria de óleo e gás tem o potencial de elevar a demanda por setores vitais, como hospedagem, alimentação e comércio. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro de 2025, o volume de vendas do varejo no estado cresceu 10,1% frente ao mesmo período do ano anterior. O otimismo persiste em 2026: em janeiro, o Amapá foi o único estado brasileiro a registrar alta nas vendas varejistas (2,9%), na contramão da queda nacional de 1,3%.
Para sustentar esse crescimento, o foco recai sobre a malha viária. A BR-156, que conecta Laranjal do Jari ao Oiapoque, é tratada como prioridade. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) segue com obras de pavimentação, incluindo um trecho crítico entre Macapá e Oiapoque, com aportes superiores a R$ 278 milhões via Novo PAC. Além disso, o Porto de Santana é preparado para servir como base de apoio às futuras operações offshore.
Antônio Batista, diretor da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, reforça que o objetivo é transformar o estado em um hub logístico do Arco Norte, beneficiando-se da proximidade com a Guiana Francesa, o Suriname e a Guiana. Enquanto a indústria se consolida, o estado também investe em qualificação profissional para que a população local seja protagonista nas novas oportunidades de trabalho.
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