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Aprovação de Trump atinge novo patamar mínimo no 2º mandato
Pesquisa Reuters/Ipsos aponta rejeição de 64%; eleitores temem prolongamento do conflito com o Irã e impacto econômico na rotina das famílias.
O desempenho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), enfrenta seu momento de maior fragilidade perante o eleitorado, registrando a menor taxa de aprovação de seu atual mandato. O cenário foi detalhado em um levantamento da Reuters/Ipsos divulgado na 2ª feira (17.ago.2026), que revelou que apenas 33% dos consultados apoiam a gestão do líder na Casa Branca, enquanto 64% manifestam reprovação.
A desaprovação, que superou os 35% aferidos no início de agosto, reflete o desgaste direto na qualidade de vida dos norte-americanos. O mal-estar social está ancorado, em grande parte, nos reflexos da guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro em uma ofensiva conjunta com Israel. A paralisia de 1/5 do comércio global de petróleo no estreito de Ormuz elevou o custo da gasolina, pressionando o orçamento das famílias e gerando incertezas sobre o futuro político do país.
A percepção de que o conflito perdurará por longo tempo é compartilhada por 80% dos entrevistados, um ceticismo que atravessa as divisões partidárias, alcançando 87% dos democratas e 71% dos republicanos. O sentimento de desilusão é acentuado pelo fato de que, durante a campanha, Donald Trump prometera evitar guerras prolongadas e manter a estabilidade econômica.
O impacto é sentido nas urnas: pela 1ª vez em quase uma década, o Partido Republicano perdeu a vantagem na confiança sobre a condução da economia. Hoje, 38% dos eleitores consideram os democratas mais aptos a gerir as finanças nacionais, ante 35% que ainda confiam na abordagem republicana. A situação é ainda mais tensa devido à proximidade das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, nas quais a disputa pelo controle da Câmara e do Senado definirá o fôlego da administração.
A pesquisa, realizada de forma on-line com 1.166 adultos, possui margem de erro de 2,9 pontos percentuais. Embora os republicanos ainda mantenham uma pequena dianteira na questão da imigração, a vantagem de 26 pontos registrada em janeiro de 2025 encolheu para apenas 2 pontos, sinalizando um esgotamento da confiança do eleitorado diante dos recentes cenários de crise.
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