ENERGIA PARA O BRASIL
Mercadante: Margem Equatorial tem potencial igual ao pré-sal
Presidente do BNDES detalha estudos que indicam reservas milionárias e segurança na prospecção.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, reafirmou nesta segunda-feira, 18/05/2026, que a Margem Equatorial brasileira possui um potencial de reservas petrolíferas e de gás natural muito similar ao do pré-sal. A declaração, concedida em entrevista ao Canal Livre, da Band, baseia-se em aprofundados estudos geológicos e mapeamentos da plataforma continental. Mercadante enfatiza que, embora promissora, a confirmação definitiva das reservas só virá após a perfuração exploratória, um processo complexo, mas vital para o futuro energético e econômico do país, confrontando argumentos contrários com rigor científico.
"Só é possível comprovar uma reserva quando a broca atinge o óleo", explicou Mercadante. Ele complementou que "faz todo sentido prospectar, descobrir se temos, quanto temos e, então, determinar o melhor mecanismo de produção". Essa busca por novas fontes de energia representa não apenas um potencial de autonomia para o Brasil, mas também a possibilidade de alavancar investimentos em áreas sociais e de infraestrutura, gerando empregos e desenvolvimento.
Questionado sobre os prazos para o início das operações, o presidente do BNDES indicou que ainda não há uma previsão concreta, visto que as perfurações exploratórias estão em andamento e representam um investimento substancial. "Cada furo desses custa alguns milhões de dólares, o que demonstra a complexidade e o alto rigor técnico envolvidos no processo", pontuou.
Na sua avaliação, a oposição à exploração da Margem Equatorial perdeu força considerável após a autorização do governo federal para as pesquisas. Mercadante destacou que os trabalhos avançam sem qualquer registro de incidentes, o que reforça a segurança das operações. "Pode até haver alguma resistência política, mas acredito que esse debate foi superado pela realidade dos fatos e pela ausência de impactos negativos", afirmou.
Mercadante traçou um paralelo com as discussões que envolveram o pré-sal, quando, segundo ele, um forte lobby internacional se opunha à exploração, alegando possíveis danos ambientais ao turismo no Rio de Janeiro. O executivo ressaltou que esses temores nunca se concretizaram, servindo de lição para o debate atual.
O líder do BNDES ainda mencionou o financiamento, em parceria com a Marinha, de um programa de planejamento espacial marinho. Este programa é focado no mapeamento da plataforma continental brasileira, e os estudos técnicos e levantamentos realizados na região da Margem Equatorial não identificaram os riscos anteriormente apontados pelos críticos do projeto, como possíveis impactos sobre áreas de corais.
"Temos que combater o negacionismo em todas as áreas, e é com argumento científico que se consegue rebater", defendeu Mercadante, assegurando que a tecnologia atual de exploração conta com avançados mecanismos de prevenção e contenção de acidentes. Ele reforçou a segurança das operações da Petrobras, afirmando: "Nunca houve um acidente da Petrobras com prospecção de petróleo".
Para fortalecer seu argumento sobre o potencial da região, Mercadante fez referência a recentes descobertas de gás natural em áreas adjacentes à Margem Equatorial, como em Sergipe e Rio Grande do Norte. Além disso, citou a produção já existente em países vizinhos, como Guiana e Colômbia. "Portanto, a probabilidade de encontrarmos reservas significativas na Margem Equatorial é muito alta", concluiu.
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