ALIVIO NO BOLSO

Custo da cesta básica oscila em julho com alta no preço do leite UHT

Prateleira de supermercado com foco em laticínios e hortifrúti.
Variação nos preços dos alimentos revela comportamento distinto entre produtos e regiões do Brasil.

Enquanto legumes e ovos registraram queda no varejo, produtos essenciais como o leite UHT mantiveram trajetória de alta no Brasil

O custo da cesta de compras dos brasileiros apresentou comportamento heterogêneo durante o mês de julho, oferecendo um alívio pontual em certos itens da mesa das famílias enquanto outros mantiveram a pressão inflacionária. A análise, conduzida pela Neogrid, revelou que a queda nos preços não foi generalizada, evidenciando disparidades regionais que impactam diretamente o orçamento doméstico.

Levantamento realizado pela Neogrid apontou que, na média nacional, os legumes ficaram 9,8% mais baratos em julho em comparação a junho, seguidos pelos ovos, que registraram retração de 5,3%. O óleo e o café também apresentaram alívio, com quedas de 1,3% e 0,8%, respectivamente. Esse cenário de arrefecimento colaborou para que o IPCA, índice oficial de inflação, passasse de uma alta de 0,16% em junho para 0,07% em julho.

Em contrapartida, a realidade vivida pelo consumidor no varejo aponta para preocupações persistentes. O leite UHT, item fundamental na nutrição infantil e básica, subiu 4,1% no mês. O movimento de alta também foi observado nas massas alimentícias secas (2,5%) e na massa de tomate (2,4%).

Disparidades regionais no agronegócio

O impacto dos preços é sentido de forma distinta em todo o território nacional. Enquanto a queda dos legumes foi registrada em todas as regiões — com destaque para o Nordeste (-13,9%) e Centro-Oeste (-12,9%) —, o comportamento dos ovos mostrou-se irregular: embora tenha caído em quase todo o Brasil, o item sofreu reajuste de 1,6% no Sudeste.

O leite UHT, por sua vez, registrou aumento de preço em todas as regiões, sendo a variação mais acentuada observada no Centro-Oeste, com 5,1% de alta. Segundo a Neogrid, que processa dados de mais de 40 milhões de notas fiscais mensalmente, esses valores refletem uma complexa combinação de oferta, demanda e custos logísticos locais, alertando que a redução no varejo nem sempre se traduz em um ganho equivalente para o produtor rural.

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