JUROS EM DEBATE

Mercadante: Banco Master prejudica queda da Selic, não crédito do BNDES

Mercadante: Banco Master prejudica queda da Selic, não crédito do BNDES

Presidente do BNDES afirma que caso do Banco Master gerou prejuízo de R$ 51 bilhões ao sistema financeiro, impactando diretamente a taxa de juros e o custo de vida no Brasil.

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, rechaçou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, em entrevista ao Canal Livre, da Band, que o crédito subsidiado concedido pela instituição comprometa a política monetária brasileira. Ele afirmou que problemas no sistema financeiro, como o caso envolvendo o Banco Master, têm um impacto mais relevante e negativo na queda da taxa Selic, afetando diretamente a capacidade de investimento e o custo de vida dos cidadãos.

Mercadante foi direto ao apontar o problema: "O que estraga a queda da Selic é um banco Master, que não foi fiscalizado e deu no que deu, um prejuízo de R$ 51 bilhões para o sistema financeiro", declarou o executivo. Essa declaração acende um alerta sobre a necessidade de fiscalização rigorosa no setor financeiro para proteger a economia nacional de perdas que recaem sobre toda a sociedade.

Em contraste com a dimensão desse prejuízo, o presidente do BNDES ressaltou que apenas 23% da carteira do banco possui algum tipo de subsídio. Ele classificou esse volume como "irrelevante diante do mercado total de crédito da economia brasileira", buscando desmistificar a ideia de que o crédito com condições especiais do BNDES seja um fator desestabilizador da política monetária.

Além disso, Mercadante enfatizou a crucialidade do crédito direcionado para setores estratégicos, como o agronegócio. Em um cenário global de custos elevados para insumos, especialmente fertilizantes, a atenção a esse setor se torna ainda mais vital para a segurança alimentar e econômica do País.

"A agricultura precisa de subsídio. E, num momento como esse, necessita mais", argumentou. Ele destacou que o preço dos fertilizantes disparou cerca de 50% devido aos conflitos entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio. Essa escalada de preços impacta diretamente a produção e, consequentemente, o custo dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

Diante dessa conjuntura, o executivo reforçou a urgência de ampliar os investimentos na produção nacional de fertilizantes. A medida visa reduzir a dependência externa do País e garantir a estabilidade do setor agrícola frente às flutuações e tensões geopolíticas mundiais.

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