TENSÃO COMERCIAL NORTE-AMERICANA
Donald Trump reage com firmeza às tarifas de retaliação do Canadá
Presidente dos EUA critica medidas de Ottawa e sinaliza agravamento na disputa tarifária, enquanto o primeiro-ministro Mark Carney aponta ameaças à soberania cultural.
A escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e Canadá atingiu um ponto crítico neste domingo (23/08/2026), após o presidente americano Donald Trump disparar duras críticas contra as medidas de retaliação anunciadas pelo governo canadense. A reação, disparada pelo republicano na rede Truth Social, sublinha a deterioração das relações diplomáticas entre os vizinhos e a intenção de Washington de manter a pressão tarifária, decisão que impacta diretamente a estabilidade econômica das famílias e empresas que dependem das trocas entre os dois países.
Na mensagem, Donald Trump afirmou que o Canadá deseja "os benefícios de um estado americano sem ser um" e concluiu com um enfático "Basta!". O embate ocorre após o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciar represálias na sequência da rejeição de um acordo comercial proposto pela Casa Branca.
Segundo Mark Carney, as sobretaxas impostas por Ottawa buscam um equilíbrio "dólar por dólar" frente às tarifas americanas que entraram em vigor no sábado (22/08/2026), incidindo sobre cerca de US$ 20 bilhões em exportações canadenses. O representante comercial americano, Jamieson Greer, afirmou à Fox News que o governo dos EUA planeja novas respostas, embora não existam, no momento, negociações em curso para mediar o conflito.
A ruptura das conversas, formalizada por Mark Carney na noite de sexta-feira (21/08/2026), tem raízes profundas. O premiê canadense afirmou que Washington exigiu cláusulas que limitariam a autonomia do Canadá em firmar acordos com outras nações. Além da pauta econômica, a disputa ganhou contornos identitários: Mark Carney denunciou que as exigências americanas ameaçariam a língua francesa e a cultura do Quebec, incluindo subsídios a meios de comunicação e a obrigatoriedade de rotulagem bilíngue.
Desde que retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Donald Trump tem promovido uma agenda agressiva, inclusive mencionando a controversa ideia de transformar o país vizinho no "51º estado" dos Estados Unidos. Para o Canadá, a situação é delicada: com 70% de suas exportações voltadas ao mercado americano, a economia local enfrenta incertezas crescentes.
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