JUSTIÇA DEFERE PEDIDO
Médico preso em Tangará da Serra é condenado por estupro de duas sobrinhas
Decisão colegiada em 20/05/2026 fixou pena de 23 anos para crimes continuados entre 2016 e 2020. Sentença é definitiva.
Um médico de 45 anos, condenado por estupro continuado contra duas sobrinhas, de 6 e 13 anos, foi preso pela Polícia Civil em Tangará da Serra (MT), nesta quinta-feira, 21/05/2026. Os abusos foram investigados e ocorreram de forma contínua entre os anos de 2016 e 2020. A Justiça tomou a decisão de expedir o mandado de prisão para o início do cumprimento da pena definitiva. O caso ressalta a importância da proteção à infância e à dignidade humana, expondo os efeitos devastadores de crimes contra vulneráveis e a necessidade de reparação, mesmo após anos dos fatos.
Para resguardar a identidade das vítimas, o nome do tio das meninas, autor dos crimes, não foi divulgado. As investigações apontaram que o profissional se valia de momentos de isolamento com as crianças para praticar os atos. A Polícia Civil relatou que, para assegurar o silêncio delas, o médico proferia ameaças graves, incluindo a de morte contra a mãe e toda a família, caso os abusos viessem a público.
Em seu interrogatório judicial, o médico apresentou uma versão contrária, negando as acusações. Ele alegou que nunca esteve sozinho com as sobrinhas e sustentou que a denúncia seria uma "armação" motivada por disputas familiares relativas à partilha de bens de um ex-sogro. Segundo o réu, a mãe das vítimas teria se sentido prejudicada na divisão dos bens e, por isso, articulado a retaliação contra ele. Essa narrativa, contudo, não foi corroborada pelas investigações.
A Condenação
O Ministério Público solicitou a condenação integral do médico com base no artigo 217-A (Estupro de vulnerável), com o agravante previsto no artigo 226, inciso II, por ser o autor tio das vítimas, e em regime de continuidade delitiva. Na primeira instância, a pena total aplicada foi de 40 anos. Em instância superior, contudo, a pena definitiva foi ajustada para 23 anos de reclusão. O processo não admite mais recursos, o que viabilizou a expedição do mandado de prisão na tarde de quarta-feira, 20/05/2026.
Outro Caso
Paralelamente, nesta quarta-feira, 20/05/2026, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) iniciou uma sindicância para apurar possíveis infrações éticas do médico João Paulo Moura Cavalcante, de 42 anos. Ele foi preso em Barra do Garças (MT) após denúncias de estupro e violência doméstica. Segundo a Polícia Civil, havia dois mandados de prisão em aberto contra ele: um por violência doméstica e outro por condenação definitiva em crimes de estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra uma ex-companheira.
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