IMPASSE POLÍTICO CRESCENTE

Lula insiste em Jorge Messias ao STF e irrita Alcolumbre

Lula insiste em Jorge Messias ao STF e irrita Alcolumbre

Decisão do Presidente, revelada em 18 de maio de 2026, enfrenta veto regimental do Senado Federal até fevereiro de 2027, intensificando a tensão e podendo gerar uma nova derrota política para o governo.

Presidente Lula reafirmou sua intenção de indicar Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), apesar da rejeição prévia pelo Senado Federal. A decisão, revelada em 18 de maio de 2026 por análises políticas, intensifica as tensões entre o Poder Executivo e o Legislativo e enfrenta sérios obstáculos regimentais na Casa, podendo gerar uma nova e significativa derrota para o governo.

A persistência do chefe do Executivo no nome de Messias, atual advogado-geral da União, irrita ainda mais o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e seus interlocutores. A leitura na Casa Alta é que o Presidente já acumula desgastes consideráveis. Além da dificuldade em emplacar seu indicado para o STF, o governo também teria perdido a chance de ter um candidato forte ao governo de Minas Gerais, com a recusa de Rodrigo Pacheco (PSB) em disputar o cargo por considerar que não houve uma articulação de frente ampla por parte do Presidente.

Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin ainda tentam convencer Pacheco a se candidatar, mas, até o momento, sem sucesso. Enquanto isso, Davi Alcolumbre estaria articulando uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU) para Rodrigo Pacheco, numa possível indicação atrelada à saída de Bruno Dantas do órgão.

O cenário para uma futura indicação de Jorge Messias se mostra desfavorável. Analistas como Edilene Lopes, que trouxe a apuração durante o CNN Prime Time de 18 de maio de 2026, alertam que na próxima legislatura Alcolumbre pode ser reeleito presidente do Senado, e a composição da Casa tende a se inclinar ainda mais à direita, tornando qualquer nova tentativa ainda mais complexa.

Edilene Lopes pondera sobre as estratégias políticas: "O que o PT poderia fazer? De repente, lançar um candidato próprio [para a presidência do Senado] para enfraquecê-lo, mas nem a base de Lula nem de Alcolumbre acreditam que isso possa acontecer. Fatos novos terão que vir à tona para que uma articulação para Jorge Messias dê certo, porque, a princípio, uma nova indicação seria uma nova vergonha, uma nova derrota histórica para o presidente Lula no cenário atual", concluiu.

Um obstáculo inegável:

Além da complexidade política, existe um impedimento regimental. O analista Caio Junqueira, também no CNN Prime Time, destacou o Ato da Mesa número 1 de 2010 do Senado. Este ato veda a apreciação, na mesma legislatura, de indicação de autoridade já rejeitada pela Casa. A legislatura atual se encerra com a posse da nova composição, prevista para 1º de fevereiro de 2027 após as eleições.

"Simplesmente não pode o Senado apreciar novamente o Messias neste ano", afirmou Junqueira. Para que uma nova votação ocorresse ainda nesta legislatura, seria necessário alterar esse Ato da Mesa, o que dependeria de uma negociação direta com Davi Alcolumbre. Tal cenário, segundo Caio Junqueira, está completamente fora de cogitação no momento, dada a relação praticamente inexistente entre os dois presidentes. A insistência do Presidente, portanto, parece esbarrar em um muro institucional que dificilmente será transposto sem uma mudança drástica no diálogo político.

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