DECLARAÇÕES PRESIDENCIAIS
Lula defende investigação rigorosa sobre o filho Fábio Luís Lula da Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou tratar o caso envolvendo Lulinha com seriedade, assegurando que não interfere na atuação dos órgãos de controle.
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou-se sobre as investigações em curso contra seu primogênito, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Em entrevista concedida na quinta-feira (20/08), o chefe do Executivo destacou que encara o tema com seriedade e defendeu a autonomia dos processos apuratórios.
A declaração do presidente surge em um contexto de tensão eleitoral, coincidindo com o debate presidencial organizado pela Band em parceria com o Estadão. O presidente optou por não participar do confronto entre candidatos e criticou o formato do convite que incluía nomes como Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão.
Ao abordar as apurações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula refutou qualquer tentativa de obstrução. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se", afirmou o petista, sublinhando que seu filho, se tiver cometido erros, deve enfrentar o rigor da lei, sendo julgado, punido ou inocentado conforme as provas.
Lulinha é alvo de três inquéritos instaurados no STF, conduzidos pela Polícia Federal. O foco dos trabalhos recai sobre suspeitas de tráfico de influência em contratos firmados por aliados no governo federal, com ramificações que envolvem o Ministério da Saúde, a Dataprev e outras instâncias da administração pública.
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