COMPROMISSO E DIPLOMACIA

Lula defende apuração rigorosa sobre filho e aponta entraves com assessoria de Trump

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não impedirá investigações da PF envolvendo seu filho e criticou barreiras ideológicas na gestão dos EUA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que não haverá privilégios caso seja comprovado o envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em práticas criminosas. A afirmação foi feita em entrevista à Record no domingo (23/08), ocasião em que o chefe do Executivo ressaltou seu compromisso com a autonomia das instituições.

Lulinha é alvo de inquéritos da Polícia Federal (PF) que apuram suspeitas de tráfico de influência em contratos públicos. Ao abordar o tema, o petista enfatizou que, embora o filho tenha o direito ao contraditório, não cabe à Presidência atuar como órgão fiscalizador ou interferir no trabalho dos investigadores. O presidente pontuou que qualquer pessoa que cause prejuízo aos cofres públicos deve responder por seus atos perante a lei.

As investigações também miram Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. A PF apura se a lobista Roberta Luchsinger, próxima a Lulinha, teria custeado despesas de Marcola para facilitar o acesso de empresários — como Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” — ao núcleo do governo Lula. Após as revelações, Marcola deixou o governo em julho e, posteriormente, desligou-se da coordenação da campanha de reeleição.

Relação diplomática com Trump

Durante a mesma entrevista, realizada após um contato telefônico na sexta-feira (21/08), Lula comentou a dinâmica com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. Apesar de classificar o diálogo direto com o republicano como civilizado, o presidente brasileiro criticou a postura do segundo escalão norte-americano.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o Departamento de Estado dos EUA, sob influência de nomes como Marco Rubio, estaria por trás de barreiras ideológicas e do recente aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. Lula afirmou que não aceitará intromissões externas nas políticas nacionais, reforçando a necessidade de uma relação baseada no respeito mútuo.

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