INVESTIGAÇÃO SOB LUPA
Relação entre Marco Aurélio Santana Ribeiro e Roberta Luchsinger é investigada pela PF
Mensagens revelam que o ex-assessor da Presidência recebia demandas de lobista para intermediar contatos com o governo, levantando suspeitas de tráfico de influência.
A Polícia Federal (PF) apura a conduta de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, após mensagens encontradas no celular da lobista Roberta Luchsinger indicarem uma atuação que extrapola suas atribuições como ex-chefe de gabinete da Presidência da República. O caso, revelado por meio de análise documental, coloca em xeque a natureza dos vínculos entre o ex-assessor e a empresária, levantando questionamentos sobre a possível utilização da função pública para favorecer interesses privados.
As investigações buscam esclarecer se houve tráfico de influência, dado que a lobista recorria a Marcola para viabilizar encontros com autoridades e articular demandas corporativas. A análise dos diálogos sugere que a relação, descrita inicialmente por Marcola como um empréstimo pessoal entre amigos, possuía um viés operacional voltado para o acesso à alta cúpula do governo federal.
Demandas e trânsito em órgãos públicos
Entre os episódios sob análise, a PF destaca uma troca de mensagens sobre pautas relacionadas ao Ministério da Saúde. Roberta teria solicitado auxílio a Marcola para tratar de questões de canabidiol com Swerdenberger Barbosa, então secretário-executivo da pasta. Em resposta, o ex-assessor teria confirmado a realização de reuniões com o gestor, além de ter compartilhado minutas de contratos do ministério.
O monitoramento aponta ainda esforços da lobista para obter agenda com Magda Chambriard, na Petrobras, manifestando apreensão sobre o desfecho de negociações. Para especialistas, a conduta de Marcola seria incompatível com a descrição do cargo de chefe de gabinete, cujas funções deveriam se restringir à organização da agenda presidencial, não à intermediação de interesses privados com órgãos estratégicos.
Defesa nega irregularidades
Em nota, a defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro afirmou que o investigado ainda não teve acesso integral aos autos. Os advogados sustentam que Marcola nunca atuou na intermediação de negociações e que os valores discutidos nas mensagens referem-se exclusivamente a um empréstimo pessoal, já quitado pelo ex-assessor.
A investigação segue em curso para determinar se a posição de Marcola, que teria conhecido Roberta por intermédio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi explorada para obtenção de vantagens indevidas. O desfecho dependerá da análise definitiva das provas reunidas pela Polícia Federal.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário