DECISÃO JUDICIAL PENDENTE

Justiça nega analisar pedido de motorista que devolveu milhões por engano

Antônio Pereira do Nascimento, motorista que devolveu milhões por engano.
Antônio Pereira do Nascimento ficou conhecido como milionário por um dia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A 6ª Vara Cível de Palmas rejeitou os embargos de declaração de Antônio Pereira do Nascimento, que buscava recompensa por devolver R$ 131 milhões recebidos por erro bancário.

A 6ª Vara Cível de Palmas decidiu não conhecer os embargos de declaração protocolados pela defesa do motorista Antônio Pereira do Nascimento, encerrando temporariamente a tentativa de esclarecimentos sobre o andamento do processo em que ele pleiteia uma recompensa financeira. O magistrado responsável entendeu que o recurso não cumpriu os requisitos formais necessários, motivo pelo qual o pedido sequer foi analisado no mérito nesta segunda-feira, 13/07/2026.

O caso ganhou repercussão nacional em junho de 2023, quando Antônio Pereira do Nascimento recebeu, indevidamente, uma transferência de R$ 131.870.227,00 em sua conta bancária. O motorista manteve o valor sob sua posse por aproximadamente sete horas antes de realizar a devolução integral. Posteriormente, em 2024, ele ingressou com uma ação judicial buscando uma compensação financeira de 10% do montante devolvido, totalizando R$ 13 milhões, além de uma indenização por danos morais sob a justificativa de pressão psicológica sofrida por parte da instituição bancária.

O desdobramento jurídico atual teve origem após o juiz dispensar, em março de 2026, a oitiva de testemunhas indicadas pela defesa, sob o entendimento de que as provas documentais já anexadas ao processo seriam suficientes para o desfecho da causa. Inconformados com a exclusão dos depoimentos, os advogados de Antônio Pereira do Nascimento recorreram por meio de embargos, ferramenta jurídica utilizada para solicitar a correção de eventuais omissões ou contradições em decisões judiciais.

Com a publicação da decisão de não conhecimento dos embargos no dia 8 de julho de 2026, o processo segue tramitando sem data definida para a sentença final. Enquanto aguarda uma resposta do Judiciário, Antônio Pereira do Nascimento relata que a rotina de trabalho como motorista permanece inalterada, mantendo o sustento diário sem que o gesto de honestidade tenha gerado o retorno financeiro esperado.

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