CASO FABÍOLA MARCOTTI

Justiça mantém prisão de médico investigado na morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti

Armas apreendidas pela Polícia Civil em Campo Grande.
Armas foram apreendidas pela polícia.

João Jazbik Neto, cardiologista, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele é investigado por posse irregular de arma e fraude processual.

A prisão em flagrante do médico cardiologista João Jazbik Neto, investigado no caso da morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, foi convertida em prisão preventiva. A decisão ocorreu durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira, 20/05/2026, em Campo Grande. O motivo da investigação envolve a posse irregular de arma de fogo e fraude processual, e a relevância da manutenção da prisão reside na necessidade de prosseguir com apurações sobre as circunstâncias da morte da fisioterapeuta, de 51 anos, encontrada sem vida em sua residência.

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam sendo conduzidas pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para esclarecer a causa e as circunstâncias da morte de Fabíola, ocorrida em uma casa localizada na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Desde o dia 18/05/2026, a polícia apura se o caso foi suicídio ou feminicídio, buscando preservar a dignidade da vítima e de sua família ao garantir uma apuração completa e justa.

De acordo com a Deam, foram encontradas divergências entre os depoimentos prestados pelo médico, por suspeitos e por testemunhas. A informação foi divulgada pela unidade policial na terça-feira, 19/05/2026. Essas inconsistências reforçam a necessidade de aprofundamento nas investigações para se chegar à verdade dos fatos.

Armas apreendidas e investigação

Segundo o delegado Leandro Santiago, durante as diligências na propriedade, os investigadores descobriram que João Jazbik Neto teria pedido para um caseiro e um ex-funcionário retirarem um armário com armas e munições da casa e levarem o material para outro imóvel dentro do terreno. Para a polícia, essa atitude configura fraude processual, e os três envolvidos foram autuados em flagrante. Esta ação levanta sérias questões sobre a ocultação de provas, impactando diretamente a busca pela verdade e a justiça.

Ainda conforme a investigação, uma perícia preliminar apontou que a lesão encontrada na cabeça da vítima não seria compatível com a versão apresentada pelo médico. Além disso, durante a vistoria no imóvel, policiais apreenderam várias armas de fogo e munições. João Jazbik Neto possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas, segundo a polícia, parte do material apreendido não tinha documentação, o que levou ao indiciamento por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e restrito. A posse de armamento sem a devida regularização representa um risco à segurança pública e um descumprimento da lei.

Conforme apurado, Fabíola Marcotti foi atingida por um tiro na cabeça dentro da residência. O médico acionou a polícia e afirmou que a mulher teria tirado a própria vida. A arma que teria sido usada no disparo não foi encontrada ao lado do corpo. Imagens registradas pela TV Morena mostram equipes da perícia fazendo buscas no quintal da propriedade. Até o momento, a polícia não confirmou se o objeto foi localizado, o que é crucial para o desfecho da investigação e para trazer clareza aos familiares da vítima.

A defesa do médico, representada pelo advogado José Trad, foi procurada após a atualização do caso, mas não respondeu aos questionamentos até a última atualização desta reportagem. A ausência de pronunciamento reforça a necessidade de a investigação prosseguir com rigor para garantir que todos os fatos venham à tona.

Armas foram apreendidas pela Polícia Civil em Campo Grande. Foto: Willian Guedes/ TV Morena

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