JÚRI CONFIRMADO

Justiça do Rio barra novo adiamento de júri de Jairinho

Jairinho durante depoimento no caso Henry Borel em 2022
Jairinho durante o depoimento no caso Henry Borel em 2022 — Foto: Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeita pedido da defesa de Jairo Souza Santos Júnior para suspender julgamento pela morte de Henry Borel, previsto para 25 de maio.

Em um passo crucial para a busca por justiça no Caso Henry Borel, a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, rejeitar o pedido de liminar da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho. A decisão, assinada pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, mantém a data de 25 de maio para o aguardado júri popular, onde Jairinho e Monique Medeiros enfrentarão as acusações pela morte do menino Henry Borel. A negação impede mais um adiamento e representa um alívio para a família da vítima e para uma sociedade que clama por um desfecho, garantindo que o processo avance após diversas manobras protelatórias da defesa.

A tentativa de suspender o julgamento, programado para o dia 25 de maio, não é a primeira. Em 23 de março, data inicialmente marcada para o júri, os advogados de Jairinho abandonaram o plenário, em uma manobra amplamente criticada que forçou o adiamento da sessão. Essa tática gerou indignação e adiou a esperada resolução do caso.

Essa controvérsia sobre o adiamento já havia sido amplamente noticiada na época: a defesa de Jairinho abandonou o plenário e o julgamento foi adiado, levando à soltura temporária de Monique Medeiros na ocasião.

A defesa de Jairinho argumentou que não teve acesso ao conteúdo de um disco rígido de um notebook apreendido durante as investigações. No entanto, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto negou o pedido de vistoria do material, considerando que o dispositivo sofreu dano irreparável. Em sua decisão, o magistrado também argumentou que todas as etapas de produção de provas já foram superadas no processo, reforçando a impossibilidade de mais delongas.

Jairo Souza Santos Júnior, que exercia o cargo de vereador do Rio à época dos fatos, e Monique Medeiros foram presos em abril de 2021, um mês após a morte de Henry. Monique chegou a ser libertada em 2022, mas foi novamente detida em 2023, por decisão do STF, evidenciando a complexidade e a repercussão do caso.

O advogado Cristiano Medina da Rocha, assistente de acusação, manifestou grande preocupação com as constantes tentativas da defesa de Jairinho de adiar o júri. Ele reiterou a expectativa da família da vítima, da sociedade e da própria Justiça para que o caso seja finalmente apreciado pelos jurados, permitindo que a verdade e a responsabilização prevaleçam.

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