VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

Justiça decreta prisão de Jeferson Nascimento Barros após atropelar motociclista em SP

Carro envolvido em atropelamento na Estrada de Itapecerica, São Paulo.
O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio. Foto: Montagem/g1/Reprodução

Decisão judicial ocorre após motorista passar com veículo por cima de vítima na Estrada de Itapecerica; defesa contesta versão de fuga.

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do advogado Jeferson Nascimento Barros, de 35 anos, por suspeita de tentativa de homicídio contra um motociclista. A medida foi estabelecida nesta segunda-feira, 20/07/2026, com o objetivo de assegurar a ordem pública e o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil após o grave incidente ocorrido na Estrada de Itapecerica, na Zona Sul da capital.

O atropelamento aconteceu na madrugada de sábado, 18/07/2026. A vítima, Cid Baldacci Correia, de 66 anos, foi atingida duas vezes pelo veículo conduzido pelo investigado. O caso gerou grande comoção, levantando debates sobre a responsabilidade no trânsito e o dever de prestar socorro. Felizmente, Cid Baldacci Correia recebeu alta do Hospital do Campo Limpo no domingo, 19/07/2026, e segue sua recuperação em casa.

O delegado Elder Vulczak, do 47º Distrito Policial do Capão Redondo, confirmou que diligências foram realizadas na residência do suspeito, localizada na Vila das Belezas, mas o advogado não foi localizado, sendo considerado foragido. A decisão judicial abrange ainda mandados de busca e apreensão no escritório do investigado e a apreensão do veículo envolvido.

Em nota oficial divulgada no domingo, 19/07/2026, a defesa de Jeferson Nascimento Barros refutou a hipótese de fuga intencional ou dolo. Os advogados sustentam que o segundo impacto foi provocado pela interferência de terceiros no volante do veículo, que possui câmbio automático. A defesa alega ainda que o cliente tem sofrido ameaças de morte, o que teria impedido sua apresentação espontânea às autoridades, e reiterou o desejo de prestar esclarecimentos e oferecer assistência à vítima.

O inquérito policial segue em curso e, por se tratar de uma medida de natureza cautelar, a defesa possui meios legais para recorrer da decisão de prisão preventiva junto às instâncias superiores.

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