SEGURANÇA PÚBLICA

Justiça de São Paulo condena Metrô por arrastão em vagão

Justiça de São Paulo condena Metrô por arrastão em vagão

Decisão judicial proferida em 16 de abril de 2026 impõe pagamento de R$ 5 mil a passageira que teve celular roubado, destacando a falha na segurança do transporte público paulista.

A Justiça de São Paulo condenou o Metrô de São Paulo a indenizar uma passageira que teve seu aparelho celular roubado durante um "arrastão" dentro de um vagão. A decisão, proferida em 16 de abril de 2026 e divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) na última terça-feira, 28 de abril de 2026, responsabiliza a companhia pela falha na segurança e determina o pagamento de R$ 5 mil. O veredito reforça a necessidade de um transporte público seguro, impactando a confiança e a dignidade de milhões de paulistanos que utilizam o serviço diariamente.

O caso sublinha a responsabilidade das transportadoras em garantir a incolumidade de seus passageiros. De acordo com a sentença, a relação entre a usuária e o Metrô é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), e a responsabilidade da empresa é objetiva, ou seja, baseada no risco inerente à atividade que exerce.

Para o magistrado responsável, o crime, caracterizado como um "arrastão" e praticado por um grupo de criminosos, configura um "fortuito interno". Esta classificação distingue o incidente de furtos comuns e aponta para uma falha direta na segurança da operadora. A decisão enfatiza que o Metrô agiu com negligência ao não providenciar a segurança adequada, permitindo a ação dos assaltantes nas dependências do sistema ferroviário.

A indenização de R$ 5 mil corresponde ao valor do aparelho subtraído, comprovado por nota fiscal anexada ao processo. Contudo, a Justiça negou o pedido de indenização por danos morais. O entendimento do tribunal foi de que, apesar do inquestionável transtorno e do inadimplemento contratual por parte da empresa, o episódio não causou ofensa grave à esfera íntima ou aos direitos da personalidade da vítima.

Em nota oficial, o Metrô declarou que irá cumprir a decisão judicial. A companhia reiterou seu compromisso com a segurança, mencionando ações contínuas como monitoramento por câmeras, presença de agentes nas estações e trens, e atuação integrada com as forças de segurança pública para coibir delitos em todo o sistema. A expectativa é que a condenação impulsione a revisão e o aprimoramento dessas estratégias para proteger a quem depende do Metrô para se locomover na capital.

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