MERCADO FINANCEIRO

Juros futuros encerram em leve alta pressionados por tensões no Oriente Médio

Painel de cotações financeiras com destaque para índices de mercado.
O cenário de incertezas globais influencia diretamente o fechamento das curvas de juros no mercado financeiro brasileiro.

Taxas dos DIs fecham com variações modestas após avanço dos rendimentos dos Treasuries e incertezas sobre novos desdobramentos geopolíticos globais.

As taxas dos DIs apresentaram comportamento volátil e encerraram o dia com leves altas, refletindo a cautela dos investidores frente aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e o movimento de alta nos rendimentos dos Treasuries. A decisão de mercado, consolidada na terça-feira (21), reflete a reação à instabilidade geopolítica que influencia diretamente as expectativas para a política monetária doméstica e internacional.

O impacto da insegurança na região ressoa na economia, gerando incertezas sobre o fornecimento de commodities, especialmente o petróleo Brent, que se manteve em alta. Conforme reportado na segunda-feira (20), uma autoridade do Irã confirmou o recebimento de uma proposta de cessar-fogo com os EUA mediada por terceiros. Embora a iniciativa diplomática tenha gerado um breve otimismo inicial, novos ataques relatados no sul e no oeste do Irã elevaram novamente a aversão ao risco, pressionando as taxas futuras no Brasil.

No cenário técnico, a liquidez reduzida — agravada pelo período de férias de meio de ano — amplificou as oscilações dos contratos. Ao final da sessão, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu 14,14%, enquanto o contrato para janeiro de 2035 fechou em 14,65%. Paralelamente, o rendimento do Treasury de dez anos, balizador global de investimentos, operava com alta, adicionando pressão sobre a curva de juros brasileira.

O foco dos operadores permanece voltado para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. As expectativas para a Selic em agosto seguem majoritariamente alinhadas a um corte de 25 pontos-base, conforme apontado pelos dados de sexta-feira (17). Contudo, há uma divisão clara entre os investidores quanto aos passos da autoridade monetária para o encontro de setembro, em um ambiente de cautela que exige monitoramento constante da inflação e das condições externas.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário