ESCALADA NO ORIENTE
Forças Armadas dos EUA intensificam ataques contra alvos militares no Irã
Operação pelo 11º dia consecutivo visa neutralizar ameaças à navegação comercial no Estreito de Ormuz; alvos incluem infraestrutura de drones e hangares.
As Forças Armadas dos Estados Unidos ampliaram sua ofensiva militar contra o Irã, mantendo uma sequência ininterrupta de ataques pela 11ª noite consecutiva. A decisão, confirmada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), foi motivada pela necessidade de degradar capacidades militares utilizadas para ameaçar o tráfego de embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
A ação teve início às 19h (horário da Costa Leste dos EUA) desta terça-feira (21). A operação visou especificamente centros de operações, instalações de armazenamento de drones, hangares de aeronaves e logística militar, elementos que, segundo as autoridades americanas, vinham sendo empregados para hostilizar navios mercantes na região.
Para as populações civis e a economia global, o impacto é profundo. O trânsito seguro no Estreito de Ormuz é vital para o fluxo de petróleo e insumos essenciais; apenas nos últimos meses, o CENTCOM reportou o apoio à passagem de 900 navios comerciais e centenas de milhões de barris de petróleo bruto, protegendo a estabilidade de rotas das quais dependem milhares de famílias ao redor do mundo.
Embora as forças americanas não tenham detalhado a localização exata, a IRIB informou bombardeios em províncias como Khuzistão, afetando áreas próximas a Behbahan e Omidiyeh. Explosões foram relatadas ainda em Chabahar e arredores de Tabriz. Paralelamente, Donald Trump sinalizou a possibilidade de novos ataques à Montanha Pickaxe, instalação ligada ao programa nuclear iraniano.
A situação regional ganha contornos de instabilidade acentuada após o relato de interceptações de ataques aéreos no Kuwait, Bahrein e Jordânia nesta terça-feira (21). O governo iraniano reiterou que qualquer investida contra seu programa nuclear será interpretada como uma expansão do conflito regional.
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