DECISÃO SOBRE SUPLÊNCIA
Jean Paul Prates reafirma suplência em chapa com Rafael Motta e cita arranjo com Lula, Lupi e Fátima Bezerra
Ex-senador PDT reafirma sua posição como primeiro suplente na chapa de Rafael Motta ao Senado Federal, com apoio de lideranças nacionais.
O ex-senador Jean Paul Prates (PDT) reafirmou, em entrevista à 98 FM Natal na quinta-feira, 21 de maio de 2026, sua posição como primeiro suplente do pré-candidato ao Senado Federal, Rafael Motta. A declaração consolidou um acordo que, segundo Prates, conta com o conhecimento e aval do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, do presidente Lula (PT) e da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).
A confirmação de Prates ocorreu após discussões internas na base governista sobre a composição da chapa majoritária. Havia entre partidos da aliança a avaliação de que o PDT já teria sido contemplado com a vaga de titular, o que gerou pressão por uma redistribuição de espaços. Prates detalhou que a definição do arranjo foi comunicada aos envolvidos em etapas. "Ricardo Motta estava presente. Dona Fátima ficou sabendo. Isso foi uma discussão interna depois. À noite do mesmo dia, Fátima veio aqui em casa e ficou sabendo disso. Então esse arranjo é conhecido de todos. E o presidente Lula veio a saber na semana seguinte, quando o presidente Lupi foi lá", relembrou.
Prates defendeu a estratégia como uma forma inovadora de utilizar o capital político de ambos, Motta e ele próprio, para fortalecer a presença do PDT no Senado. Ele explicou que a mudança da titularidade para Motta visava a um "mandato compartilhado", onde a campanha seria conduzida em conjunto, explorando a sinergia entre titular e suplente. "O cidadão vai escolher duas personagens importantes da política do Rio Grande do Norte, recente, para o mesmo, exatamente o uso correto da suplência. São parceiros que estão juntos e vão exercer o mandato conjuntamente. O PDT não é da federação, é isso que tem que ficar claro, o PT, nem o PC do B, nem o PV, não mandam no PDT", enfatizou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de ceder sua vaga de suplência para acomodar uma aliança com o PSDB, que tem como presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira, Prates direcionou a negociação para o PT. Ele sugeriu que outros partidos da base governista buscassem as suplências pertencentes à vereadora e pré-candidata Samanda Alves (PT). "Cara, quem tem que se aproximar do PSDB, quem tem uma parceria histórica e confia no presidente da Assembleia, durante todo o governo, foi o governo do PT, não foi o PDT. Então abra lá uma suplência de Samanda, entendeu? Será que estão achando que Rafael vai se eleger e Samanda não? Eu não estou dizendo isso. Quem não está acreditando em Samanda é quem está vindo em cima da suplência do PDT", argumentou.
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