DECISÃO NA ALE
Jean Paul Prates reafirma posição como suplente de Rafael Motta ao Senado e rebate pressões na base governista
Ex-senador Jean Paul Prates (PDT) detalha alinhamento com Lupi, Lula e Fátima Bezerra para a chapa ao Senado em 2026, divergindo de setores aliados que pedem mais espaço na aliança.
O ex-senador Jean Paul Prates (PDT) reafirmou, em entrevista à rádio 98 FM Natal nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, sua posição como primeiro suplente do pré-candidato ao Senado Federal, Rafael Motta, nas eleições de 2026. A declaração surge em meio a intensas discussões na base governista sobre a composição da chapa majoritária, com setores aliados defendendo uma redistribuição de espaços políticos e questionando a permanência do PDT na posição de suplência.
Prates explicou que sua permanência na chapa foi definida por meio de um alinhamento político que envolveu o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT). Ele assegurou que o acordo era de conhecimento de figuras centrais da aliança, incluindo a governadora, que esteve em sua residência no mesmo dia da definição, e o presidente Lula, que foi informado na semana seguinte pelo presidente Lupi. O ex-senador também destacou a presença de Ricardo Motta no processo.
Ao defender o modelo de chapa, Jean Paul Prates ressaltou a intenção de desenvolver uma campanha conjunta entre titular e suplente, visando unir o capital político de Rafael Motta com sua própria experiência no Senado. "A condição de sair da titularidade para o Rafael entrar foi fazer um mandato compartilhado, fazer campanha juntos, como titular e suplente, é uma forma inovadora que nós vamos desenvolver ainda durante a campanha", detalhou Prates. Ele enfatizou que essa dinâmica apresentará aos eleitores dois personagens importantes da política do Rio Grande do Norte, exercendo o mandato de forma colaborativa e demonstrando o uso correto da suplência.
Em um claro posicionamento sobre a autonomia do partido, o ex-senador afirmou: "O PDT não é da federação, é isso que tem que ficar claro, o PT, nem o PC do B, nem o PV, não mandam no PDT". Ele descartou a possibilidade de negociar a vaga de suplência em uma eventual aproximação da base governista com o PSDB, partido liderado no estado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira. Prates delegou qualquer articulação nesse sentido ao PT, lembrando a parceria histórica do partido com o PSDB e questionando a capacidade de substituição de Rafael Motta por outro nome, como Samanda, caso a negociação ocorresse.
As discussões sobre a formação da chapa governista para o Senado no Rio Grande do Norte seguem em andamento nos bastidores políticos, mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral.
Classificação Indicativa: Livre.
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