ESTRATÉGIA ELEITORAL
Equipe de Flávio define prioridades para a reta final da campanha ao Planalto
Após fase de improvisos, candidatos do PL centralizam discurso em segurança pública e economia para atrair o eleitorado.
A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro estabeleceu dois eixos centrais que nortearão a comunicação do candidato do PL à Presidência da República. A definição dos temas ocorre nesta quinta-feira (20/08), momento em que o grupo busca organizar o discurso antes do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, previsto para 28/08.
De acordo com aliados, a decisão foi tomada para conter a dispersão narrativa que marcou o início da pré-campanha, período em que o excesso de conselheiros dificultou a definição de uma mensagem clara. A estratégia agora foca em dois pilares: a segurança pública e o custo de vida da população. Temas de maior desgaste para o grupo, como política externa, serão tratados de maneira periférica para evitar associações negativas com a atuação de Eduardo Bolsonaro.
O impacto dessas escolhas reflete a tentativa de dialogar com as preocupações imediatas do cidadão, especialmente diante da carestia e do endividamento das famílias brasileiras. Para reforçar a viabilidade técnica do plano de governo, a campanha anunciou, na sexta-feira (21/08), a integração de sete economistas ao seu quadro de assessores: Alexandre Ywata, Alexandre Mesa, Andrei Spacov, Arilton Teixeira, Eduardo Cavendish Carvalho, Myrian Prado e Vladimir Kühl Teles.
Na frente da Segurança Pública, o senador tem mantido colaboração próxima com Guilherme Derrite, ex-secretário do governo Tarcísio de Freitas e candidato ao Senado por São Paulo. A parceria foi evidenciada na transmissão ao vivo do candidato realizada na quinta-feira (20/08), quando o tema foi o centro do debate.
Além das propostas, o campo político de Flávio tem intensificado críticas à gestão do petista, mirando episódios envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ambos sob suspeita de tráfico de influência. A campanha busca transformar essas fragilidades do adversário em trunfos eleitorais junto ao eleitorado.
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