SEGURANÇA VIÁRIA
Investimentos em rodovias evitam 2,6 mil acidentes, aponta estudo
Análise do Ministério dos Transportes e DNIT revela que aplicações em manutenção pouparam vidas e geraram economia bilionária entre 2023 e 2025. Decisão baseada em dados concretos.
Uma decisão estratégica de aumentar os investimentos na conservação de rodovias federais resultou na prevenção de aproximadamente 2.611 acidentes de trânsito, salvando mais de oito mil vidas entre 2023 e 2025. O montante economizado pelo setor alcançou mais de R$ 1,28 bilhão no mesmo período. As informações, que sublinham o impacto direto de políticas públicas baseadas em evidências, foram divulgadas nesta quarta-feira, 20/05/2026, como parte de uma análise técnica detalhada.
A iniciativa, fruto de um esforço conjunto da Subsecretaria de Fomento e Planejamento do Ministério dos Transportes, correlacionou o aporte financeiro em manutenção rodoviária com a expressiva redução de ocorrências nas estradas. Este aprofundamento na segurança viária demonstra a importância de ações concretas para a dignidade humana e o bem-estar social, ao reduzir perdas irreparáveis e custos associados.
Um estudo complementar realizado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), em parceria com o FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), reforça a relevância desses investimentos. Ele indica que cada R$ 1 milhão aplicado em infraestrutura de transportes gera um retorno de R$ 3,34 milhões para a economia. Essa perspectiva amplifica a compreensão dos benefícios de longo prazo dessas intervenções.
Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) também corroboram a tese de que a redução de sinistros impacta positivamente a economia. A perda de força de trabalho, o esgotamento de capital humano, a pressão sobre o sistema de previdência social, o aumento de custos médico-hospitalares e prejuízos patrimoniais são consequências diretas de um alto índice de acidentes.
A subsecretária do Ministério dos Transportes, Gabriela Avelino, destacou um "recorde histórico de investimento em manutenção das rodovias federais". Ela ressaltou que o país vinha de um "déficit histórico na última década", com 2022 registrando o pior índice de investimento na malha rodoviária. O cenário atual representa um "salto" para um dos maiores volumes de aplicação na última década.
"Uma das mensagens que a gente gostaria de passar é sobre a importância de políticas públicas baseadas em evidências", acrescentou Gabriela Avelino. "Então a gente tem feito esse esforço, principalmente nesse assunto de segurança viária e sinistro de trânsito, em tentar gerar dados que subsidiem o debate."
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