REESTRUTURAÇÃO GLOBAL INDUSTRIAL
Nestlé encerra operações na Europa em meio a corte global de 16 mil vagas
Multinacional confirma fechamento de plantas na Alemanha e na Hungria até o final de 2026, enquanto mantém aporte bilionário em expansão no Brasil.
A Nestlé iniciou um processo de fechamento de diversas unidades industriais na Europa, estratégia que faz parte de um plano global de reestruturação iniciado em 2025. O ajuste operacional visa otimizar a produtividade e impactará diretamente a força de trabalho da companhia, com a previsão de redução de 16 mil postos até 2028 em diversos países.
Conforme informações divulgadas pelo Estadão, a reestruturação atinge pontos específicos na Alemanha e na Hungria. Em Neuss, na Alemanha, a empresa oficializou o encerramento das atividades de uma unidade produtora de azeite, maionese e mostarda, que empregava 145 funcionários. A operação foi centralizada na fábrica de Lüdinghausen, que absorveu parte da demanda e gerou 30 novas vagas. O cronograma de fechamento na unidade de Neuss foi estabelecido em março de 2025, com encerramento previsto para meados de 2026.
Já na Hungria, a fábrica localizada em Diósgyőr, responsável por chocolates sazonais e com um quadro de 220 colaboradores, tem o encerramento das atividades confirmado para dezembro de 2026. A produção de tais itens será assumida por um operador independente, mantendo a continuidade do fornecimento ao mercado.
Impacto social e justificativa estratégica
O plano, denominado Fuel for Growth, projeta o corte de 12 mil cargos administrativos e 4 mil vagas na cadeia produtiva até 2028. De acordo com o CEO, Philipp Navratil, a decisão reflete a necessidade de adaptação aos desafios macroeconômicos, incluindo a alta no custo de commodities e os efeitos de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Cenário no Brasil
Em contraste com as movimentações no continente europeu, as operações no Brasil seguem inalteradas. A Nestlé confirmou a continuidade das atividades em suas 18 plantas nacionais, empregando mais de 30 mil pessoas. O plano de investimentos para o País, que soma R$ 7 bilhões até 2028, foca na modernização industrial e ampliação de capacidade.
Entre os projetos citados estão a expansão da unidade de Vila Velha (Espírito Santo), o incremento na produção de cafés em Montes Claros (Minas Gerais) e a nova linha em Araras (São Paulo). Além disso, a empresa iniciou a operação de uma nova fábrica de nutrição animal em Vargeão (Santa Catarina), reforçando a posição do Brasil como seu terceiro maior mercado global.
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