CUSTO DISPARA
IBGE: Custo da construção no RN acelera e afeta mercado imobiliário
Preço médio do metro quadrado atinge R$ 1.808,67 em abril, com alta de 1,22%, impactando novos investimentos e a economia local.
O custo da construção civil no Rio Grande do Norte registrou uma forte alta em abril, elevando o estado ao patamar dos maiores aumentos do país. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, revelam que o preço médio do metro quadrado alcançou R$ 1.808,67 após um avanço de 1,22% no período. Este aumento expressivo gera impacto direto nos orçamentos de novos projetos imobiliários e no poder de compra dos cidadãos, que podem enfrentar valores mais altos para adquirir ou construir suas casas.
O índice de 1,22% foi o segundo maior registrado no Nordeste e o quarto em todo o Brasil, conforme levantamento do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). Essa elevação marca um salto significativo em comparação com abril de 2025, quando a variação havia sido de apenas 0,08%. Em abril de 2026, o crescimento superou em 0,86 ponto percentual o índice de 0,36% registrado no mês anterior.
A análise dos dados detalha que, enquanto o custo da mão de obra no estado chegou a R$ 729,16 – mantendo o Rio Grande do Norte entre os menores custos do país na quinta posição nacional –, os materiais de construção alcançaram a cifra de R$ 1.079,51, impulsionando a maior parte da alta.
Este avanço nos preços não se limitou ao mês de abril. Desde o início de 2026, o custo do metro quadrado acumula um crescimento de 3,38% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, o aumento acumulado chegou a 5,50%, reforçando uma pressão contínua sobre o setor da construção civil e desestimulando novos investimentos imobiliários no estado, o que afeta diretamente o desenvolvimento econômico e a geração de empregos.
O Sinapi, responsável por essas informações, reúne mensalmente dados cruciais sobre custos da construção habitacional, salários da mão de obra, e preços de materiais e serviços para obras de infraestrutura, saneamento básico e habitação. As estatísticas servem como um termômetro vital para a programação de investimentos públicos e privados, além de orientarem a elaboração e atualização de contratos, orçamentos e despesas do setor.
Os resultados completos da pesquisa podem ser consultados no site oficial da Caixa. A próxima divulgação do Sinapi, referente ao mês de maio de 2026, está prevista para 12 de junho, e a expectativa é grande para entender a continuidade ou não dessa tendência de alta.
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