JUSTIÇA CONDENA HOSPITAL

Hospital da Mulher é condenado a pagar R$ 1 milhão por troca de bebês em Inhumas

Fachada do Hospital da Mulher em Inhumas, Goiás.
Hospital da Mulher em Inhumas, Goiás, onde ocorreu a troca de bebês. Foto: Gilmara Roberto

Decisão em primeira instância determina pagamento de indenização após bebês serem trocados em maternidade no dia 15 de outubro de 2021. Hospital avalia recurso.

O Hospital da Mulher, em Inhumas, Goiás, foi condenado a pagar uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais após a troca de dois bebês ocorrida em 15 de outubro de 2021. A decisão, proferida em primeira instância nesta quinta-feira, 21/05/2026, atende a um pedido de dois casais que denunciaram a situação após descobrirem que os filhos foram trocados na maternidade. O hospital informou que seu departamento jurídico analisa a sentença e a possibilidade de recurso.

A troca de bebês, que afetou as famílias de Yasmin Késsia da Silva e Cláudio, e de Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza, só veio à tona em outubro de 2024, quando exames de DNA confirmaram a troca após os pais desconfiarem da filiação. As crianças, nascidas com apenas 14 minutos de diferença no Hospital da Mulher, conviveram por três anos com as famílias erradas.

A investigação policial, iniciada em novembro de 2024, confirmou a confusão na entrega dos recém-nascidos, atribuída a uma técnica de enfermagem. Em dezembro de 2024, o resultado conclusivo do exame de DNA solicitado pela Polícia Civil encerrou as dúvidas. Em março de 2025, a Justiça determinou a devolução das crianças às suas famílias biológicas. As certidões de nascimento foram retificadas, constando os nomes dos pais biológicos.

A decisão judicial determinou que cada um dos quatro pais receba R$ 250 mil. Segundo um dos pais, que pediu para não ser identificado, a adaptação das crianças tem sido um processo difícil, pois elas ainda não aceitaram completamente os pais biológicos. O hospital, em nota, ressaltou que este foi um caso isolado em mais de 60 anos de existência e que os procedimentos de segurança foram revisados.

O caso ganhou destaque público a partir de novembro de 2024, quando as famílias decidiram expor a situação. Na época, a angústia e o medo de perder os filhos criados foram expressos pelos pais. A reportagem do g1 acompanhou a cronologia dos fatos, desde o nascimento em outubro de 2021 até a condenação em maio de 2026.

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