ARRECADAÇÃO BATE NO TOPO
Governo projeta arrecadação recorde em 2026 após aumento de impostos
Estimativa aponta que receitas federais atingirão 23,6% do PIB, igualando marca de 2010. Medidas fiscais visam justiça tributária e estabilização da dívida.
A equipe econômica do governo estima que a arrecadação federal atinja um patamar recorde em 2026, impulsionada por aumentos de impostos realizados nos últimos anos. A projeção, divulgada nesta sexta-feira, 22/05/2026, indica que a soma de impostos, contribuições federais e outras receitas, como royalties do petróleo, alcançará 23,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Este índice iguala o recorde anterior, estabelecido em 2010.
A comparação da receita em proporção ao PIB é considerada por especialistas uma métrica mais precisa para análises históricas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que as ações de recomposição fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm como base o princípio da justiça tributária. Segundo ele, o foco tem sido tributar quem possui maior capacidade econômica, enquanto desonerações beneficiam trabalhadores e pessoas de menor renda. Ele citou a isenção do imposto de renda para dez milhões de pessoas e a redução para quem ganha até R$ 7 mil como exemplos.
Durigan explicou que o governo tem atuado para coibir abusos na legislação tributária, encerrar programas ineficientes e cortar benefícios fiscais. Entre as medidas adotadas para aumentar a arrecadação nos últimos anos, o ministro relembrou a alta na tributação de fundos exclusivos e offshores, mudanças na tributação de incentivos estaduais, o aumento de impostos sobre combustíveis, a reoneração gradual da folha de pagamentos, o fim de benefícios para o setor de eventos (Perse), o início da taxação de apostas esportivas (bets), o aumento do IOF sobre crédito e câmbio, e a tributação de juros sobre capital próprio.
Olhando para o futuro, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado ao Congresso Nacional em abril, prevê a continuidade de medidas voltadas à recuperação da base arrecadatória. O objetivo, segundo o governo, é garantir a recomposição gradual do superávit das contas públicas e estabilizar a trajetória da dívida a médio prazo. A estratégia inclui a redução ou eliminação de incentivos fiscais considerados ineficazes e a busca por uma tributação mais progressiva, onde quem ganha mais, paga mais impostos.

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