AGENDA DE GOVERNO

Dario Durigan aponta fim da escala 6 X 1 e juros como focos em eventual reeleição de Lula

Ministro Dario Durigan durante entrevista.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista na Bahia.

Ministro da Fazenda destaca necessidade de enfrentar abusos no crédito e debater a jornada de trabalho durante entrevista na Bahia.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, elegeu o fim da escala 6 X 1 e o combate aos juros elevados como pilares centrais de uma eventual continuidade da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita nesta sexta-feira (21/08/2026), durante entrevista concedida à Rádio Metrópoles da Bahia.

Ao abordar a jornada de trabalho, Durigan ressaltou que o governo mantém o compromisso com a extinção da escala 6 X 1. Segundo o titular da Fazenda, a discussão sobre o tempo de trabalho deve ser ampliada para considerar também o impacto do deslocamento diário do trabalhador, fator que compromete significativamente a qualidade de vida e a dignidade dos brasileiros.

Juros altos e impacto no consumo

No campo econômico, o ministro enfatizou que o controle dos juros é uma prioridade que transcende o equilíbrio das contas públicas ou dos resultados corporativos. Para Durigan, o cenário atual de taxas elevadas atinge diretamente a capacidade financeira das famílias, especialmente no uso do cartão de crédito e no crediário.

"O juro do cartão de crédito é absurdo, é abusivo, nós temos que lidar com esse tema", afirmou o ministro, reforçando a necessidade de intervenções que protejam o consumidor final contra custos considerados excessivos.

Geopolítica e inflação

O titular da Fazenda alertou ainda que tensões geopolíticas globais representam um risco constante à economia interna. Segundo ele, conflitos, como o envolvendo Irã e Israel, exercem pressão sobre a inflação e os juros no Brasil devido à volatilidade nos preços dos combustíveis e possíveis interrupções na cadeia de suprimentos de insumos, a exemplo dos fertilizantes.

Para Durigan, a vigilância sobre esses choques de oferta é essencial, uma vez que tais movimentos externos dificultam o planejamento econômico e a manutenção da estabilidade de preços no país.

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