REGULAÇÃO E ECONOMIA

Dario Durigan aponta anarquia regulatória e critica setor de apostas

Dario Durigan, ministro da Fazenda, durante entrevista.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O ministro da Fazenda afirma que a falta de controle na gestão anterior prejudicou o país e manifesta oposição ao modelo atual das casas de apostas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil enfrentou um período de “anarquia regulatória” na economia durante o governo anterior. A declaração, feita em entrevista à rádio Metrópole da Bahia, enfatiza que a ausência de normas rígidas para fintechs e casas de apostas resultou em danos estruturais à economia nacional.

Para ilustrar os riscos da desregulamentação, Durigan mencionou casos envolvendo o Banco Master e a Reag, citados no âmbito da Operação Carbono Oculto. A investigação, conduzida pela Receita Federal, pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal (PF), foi deflagrada em agosto de 2025 para combater um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Desde o início do mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo tem implementado um controle mais rigoroso sobre o setor financeiro tecnológico. Entre as medidas adotadas, destaca-se a classificação das fintechs como instituições de pagamento pela Receita Federal, visando aumentar a transparência das operações digitais.

Sobre as empresas de apostas, o ministro manifestou uma postura contrária à atividade. Durigan ressaltou que a proteção da população deve ser prioridade, distanciando-se da visão defendida pela gestão anterior. “Nós temos de ter cuidado com a nossa população e não deixar as coisas correrem soltas. Por isso que a minha posição é contrária ao jogo. Não gosto do jogo”, reforçou.

Além da regulação, o titular da Fazenda criticou o impacto dos juros altos sobre os consumidores brasileiros. O ministro destacou a abusividade das taxas no crédito rotativo do cartão, que chegaram a 442,4% ao ano, segundo o relatório “Estatísticas monetárias e de crédito” do Banco Central (BC), divulgado em 30/07/2026. Para Durigan, os encargos elevados em modalidades de crediário representam um obstáculo direto ao bem-estar das famílias.

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