RETOMADA DO DESENVOLVIMENTO

Setor produtivo do RN detalha prioridades para o próximo governo

Reunião de empresários e lideranças setoriais no Rio Grande do Norte.
Representantes do setor produtivo buscam diálogo por competitividade econômica no estado.

Representantes do comércio, indústria e turismo pedem redução de carga tributária e investimentos em infraestrutura para impulsionar a economia local.

Representantes do setor produtivo do Rio Grande do Norte definiram uma pauta estratégica de demandas para a próxima gestão estadual, que assume em 2027, visando superar gargalos estruturais e tributários que limitam a geração de emprego e renda no estado. A lista de reivindicações foi consolidada entre segunda-feira (17/08) e quarta-feira (19/08), durante o evento RN em Foco 2027–2030, realizado pela Fecomércio RN. O diagnóstico, que reuniu a perspectiva de mais de 1.600 empresários, destaca que a carga tributária elevada, a infraestrutura rodoviária precária e o acesso restrito a crédito barato são os principais entraves para a competitividade local. Para os líderes setoriais, a mudança de gestão representa uma oportunidade crucial para estabelecer um diálogo mais técnico e resolutivo entre o poder público e os empreendedores de diferentes portes. No Bairro do Alecrim, a Associação dos Empresários (AEBA) aponta que a precariedade das estradas impacta diretamente o frete e encarece o custo final das mercadorias. Já no Oeste, o Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (Sindvarejo) alerta para os riscos da antecipação do ICMS, que drena o fluxo de caixa das empresas, especialmente diante do endividamento das famílias. O setor turístico, estratégico para a economia potiguar, reforça o coro por maior efetividade. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (ABIH-RN) aponta a necessidade de ampliar a conectividade aérea e requalificar espaços como o Centro de Convenções de Natal e a Via Costeira. Paralelamente, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RN (Abrasel-RN) enfatiza que o setor enfrenta dificuldades extremas para repassar custos aos preços finais, sob o risco de perder competitividade e ver a informalidade crescer. O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, ressaltou que as propostas foram entregues aos candidatos como um roteiro técnico. A expectativa da classe empresarial é que, independentemente da orientação partidária do eleito, o próximo governo priorize políticas que destravem os investimentos e estimulem a economia potiguar.

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