TARIFAS DE IMPORTAÇÃO
Governo organiza reunião com EUA para debater novas tarifas
Ministro Márcio Elias Rosa alinha encontro com Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para discutir taxação de 25% sobre produtos brasileiros.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, confirmou que está em processo de organização de uma reunião crucial com os Estados Unidos. A iniciativa visa dar andamento às discussões sobre a potencial imposição de novas taxas de 25% sobre produtos brasileiros, uma decisão que afeta diretamente a economia nacional e a dignidade do trabalho dos produtores locais. A articulação ocorre em conjunto com Jamieson Greer, Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
"Hoje fizemos um diálogo técnico para organizar a reunião da próxima semana. É preciso conciliar as agendas, e isso tem acontecido", relatou o ministro Rosa, enfatizando o esforço para encontrar um caminho comum. Ele ressaltou que as negociações entre os dois países seguem ativas e que o próprio governo americano reconhece a existência dessas conversas, um sinal de que o diálogo diplomático é o caminho para evitar prejuízos significativos ao setor produtivo brasileiro.
O governo federal apresentará aos Estados Unidos, até 1º de julho, um documento oficial com uma nova proposta de taxação, buscando evitar a imposição de tarifas de 25% contra o Brasil. Essa medida é um passo importante para proteger os interesses nacionais e garantir a justa competição no mercado internacional.
Questionado sobre a participação do governo brasileiro em uma audiência pública marcada para 6 de julho, Márcio Elias Rosa esclareceu que a presença direta das autoridades na sessão não é o foco principal. Ele explicou que as negociações efetivas seguem pelos canais diplomáticos entre os governos. "Tenho falado diretamente com o embaixador Greer, que é quem acompanha esse processo. A equipe dele, que vai presidir essa audiência pública, fará uma oitiva de todos os interessados. Não são cinco minutos em uma audiência pública que serão capazes de viabilizar um acordo", afirmou o ministro, reiterando a importância das tratativas diretas para a consecução de um acordo justo e equitativo.
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