FIM DA PRECARIZAÇÃO

Governo firma pacto para combater precarização de trabalho em grandes eventos

Autoridades em uma cerimônia assinando um documento.
Cerimônia de assinatura do Pacto pelo Trabalho Decente em Grandes Eventos.

Protocolo assinado nesta quinta-feira (25/06/2026) pelo Ministério do Trabalho e Emprego visa garantir segurança e condições dignas para trabalhadores de shows, festivais e eventos esportivos e culturais. A adesão das empresas é voluntária.

Uma decisão crucial para a dignidade de milhares de trabalhadores foi tomada nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. O Ministério do Trabalho e Emprego assinou o Pacto pelo Trabalho Decente em Grandes Eventos. A medida foi estabelecida para combater a precarização das relações de trabalho no setor, ampliar a proteção social e criar canais permanentes de diálogo entre trabalhadores, empregadores e o poder público. A iniciativa é importante porque impacta diretamente a segurança e as condições de trabalho em atividades como shows, festivais, eventos esportivos, feiras e congressos, abrangendo uma vasta cadeia produtiva.

O pacto detalha diretrizes para profissionais de produção, montagem, segurança, limpeza, alimentação e logística, entre outros serviços de apoio. Seus objetivos centrais incluem a promoção de ambientes de trabalho seguros e saudáveis, o incentivo à negociação coletiva, a formalização das relações laborais, e o combate efetivo ao trabalho infantil e ao análogo à escravidão.

Evento musical com público presente

O protocolo, construído em colaboração com centrais sindicais, entidades patronais e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), prevê a adesão voluntária das empresas. A cerimônia contou com a presença de autoridades como o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares dos Santos, além de representantes do Ministério Público do Trabalho e do setor empresarial e sindical.

Márcio Tavares dos Santos ressaltou a importância da iniciativa para o país, afirmando que "o Brasil é um dos maiores produtores de eventos culturais do mundo. Essa potência econômica precisa vir acompanhada de dignidade, formalização e de proteção social". Luiz Marinho complementou, enfatizando a responsabilidade compartilhada: “O governo tem a responsabilidade de fiscalizar, mas a sociedade tem a responsabilidade de resolver o problema. Nós jamais vamos ter auditores suficientes para visitar cada endereço do país que tenha algum evento”. A decisão não é definitiva, pois a natureza voluntária da adesão e a fiscalização contínua demandam monitoramento e engajamento constantes.

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