PESCA DE TAINHA AMPLIADA
Governo Federal amplia cota de arrasto da tainha no Norte de SC
Decisão busca atender pescadores artesanais do Norte do estado após suspensão temporária motivada pela proximidade do limite de captura. Portaria conjunta com Ministério do Meio Ambiente ainda não foi publicada.
O Governo Federal decidiu ampliar a cota de captura da tainha na modalidade tradicional de arrasto de praia em Santa Catarina. A medida, anunciada nesta quarta-feira, 10/06/2026, é válida apenas para pescadores artesanais do Norte do estado e surge após a suspensão temporária da prática, determinada pela proximidade do limite de captura estabelecido para a temporada.
A suspensão, divulgada no domingo, 7 de junho, gerou críticas no estado. O Governo Federal justificou a interrupção como uma medida necessária para preservar a espécie, uma vez que o limite coletivo autorizado atingiu 90% de sua capacidade, totalizando 1.198,8 toneladas.
A restrição ampliada especificamente para a região Norte de Santa Catarina foi justificada pelo fato de os cardumes de tainha chegarem mais tarde a essa área. Historicamente, a espécie inicia sua migração pelo sul e alcança o litoral norte do estado apenas em julho.
Em nota, o Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a liberação da captura só ocorrerá após a publicação de uma portaria conjunta com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Até a manhã desta quarta-feira, 10 de junho, o documento ainda não havia sido divulgado.
A modalidade de pesca de arrasto, iniciada em maio e considerada patrimônio de Santa Catarina, estende-se tradicionalmente até o final de julho. Nos primeiros dias da temporada no estado, observou-se grande volume de tainha, com excesso de peixes e dificuldades de venda devido à alta oferta.
O Governo Federal reitera que a cota de captura visa limitar a quantidade de peixes apreendidos, prevenindo a pesca predatória da espécie científica mugil liza e assegurando sua reprodução e a não extinção.
A tainha encontrada no sul do Brasil passa a maior parte do ano em água doce. Com a chegada do inverno, a espécie migra da bacia do Rio da Prata, na Argentina e no Uruguai, e da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, para desovar nas praias catarinenses. O animal também é capturado no litoral de São Paulo, embora por modalidades distintas.

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