CUSTOS LOGÍSTICOS ALTOS

Frete rodoviário no Brasil registra alta de 20% no 2º trimestre de 2026

Gráfico sobre o piso mínimo do frete e custos rodoviários
Pesquisa aponta que 8 em cada 10 empresas consideram metodologia da ANTT distante da realidade do transporte de cargas

Dados do Frete Insights revelam que aumento impacta diretamente a cadeia produtiva, com o setor de caçamba liderando a elevação de preços no período.

O setor de logística no Brasil atravessa um período de pressão inflacionária, com o valor médio do frete rodoviário acumulando alta de 20% no 2º trimestre de 2026, na comparação com o mesmo intervalo de 2025. A decisão de monitorar essas variações foi consolidada pela Frete.com por meio do Frete Insights, publicado em 14/07/2026, visando mapear a oscilação de preços pagos por tonelada a cada quilômetro rodado em operações de mercado spot.

A análise da Frete.com detalha que, em abril de 2026, o custo por tonelada-quilômetro atingiu R$ 0,431. Após um recuo para R$ 0,401 em maio — movimento justificado pela sazonalidade pós-escoamento da safra de soja —, o indicador voltou a subir em junho, fechando o trimestre em R$ 0,416. Esse cenário reforça que, embora exista volatilidade mensal, os custos permanecem em patamares substancialmente superiores aos observados no ano anterior, impactando diretamente o orçamento de empresas e o poder de compra final.

Impacto por categoria

O levantamento aponta que a alta não ocorre de forma uniforme entre os modais. De janeiro a junho de 2026, os veículos de caçamba registraram a variação mais expressiva, com encarecimento de 19,9%. Esse movimento eleva os custos da construção civil e mineração, setores que dependem do transporte de insumos soltos.

No Agro, o impacto também é sensível: caminhões graneleiros, fundamentais para o escoamento de milho e fertilizantes, apresentaram alta de 15,3%. Completa a lista de custos elevados os modelos sider (7,5%), baú (6,5%) e grade baixa (6,2%).

A escalada dos custos de transporte, exacerbada por questões como a Burocracia, gera um efeito cascata. Quando o frete sobe, o custo final do produto chega mais caro ao consumidor. O monitoramento do setor ocorre em um momento em que entidades ligadas ao Agro discutem com a Câmara e o Senado, sob liderança de figuras como Alcolumbre, a flexibilização do piso e a gestão da MP que impacta a categoria dos Caminhoneiros.

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