CONTROLE DA ECONOMIA
Febraban elogia atuação do Banco Central no controle da inflação
Presidente da Febraban, Isaac Sidney, ressalta o trabalho "primoroso" do BC e defende maior autonomia da instituição para reduzir juros.
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, avaliou que o Banco Central (BC) tem realizado um trabalho notável no controle da inflação. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, durante sua participação no Fórum de Bem-Estar Financeiro, promovido pelo Sicredi.
Sidney elogiou a postura do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que no dia anterior, 19 de maio de 2026, participou de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "Meus cumprimentos ao presidente Gabriel que ontem esteve no Senado enfrentando com altivez, com assertividade, um debate importante para o País e revestindo o Banco Central da sua institucionalidade e da sua força que é fundamental para que nós possamos ser também uma indústria regulada e supervisionada", declarou.
Na audiência, Galípolo defendeu a autonomia do BC, afirmando que sua aprovação pelo Senado é crucial para aprimorar a governança da instituição. A fala reforça a importância da independência do BC para a estabilidade econômica do Brasil.
Ao abordar a taxa de juros, o presidente da Febraban reiterou que os juros no Brasil permanecem em patamares elevados, um cenário indesejado tanto pela população quanto pelo setor bancário. Juros altos elevam o risco de crédito e inadimplência, comprometem a renda das famílias e incentivam um endividamento não sustentável, impactando diretamente a dignidade financeira dos cidadãos.
"É uma falácia quando, portanto, apontam para o setor bancário que nós gostamos ou queremos juros altos", enfatizou Sidney, desmistificando a ideia de que o setor financeiro se beneficia de taxas elevadas.
Ele também comentou sobre o processo de redução da taxa Selic, mencionando que o BC está promovendo cortes, mas que o ritmo atual é modesto. Fatores externos e internos têm limitado uma queda mais acelerada, um ponto que Sidney não detalhou na ocasião, mas que gera expectativas sobre os próximos passos da política monetária e seu impacto na economia real.
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