INVESTIGAÇÃO AVANÇA
Família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas lamenta planos interrompidos após trágico salto de rope jump
Jovem de 21 anos que planejava se casar foi lançada sem equipamento de segurança em Limeira, SP. Novas prisões ocorreram.
A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, revelou que a jovem tinha planos de se casar em breve, um sonho interrompido pela trágica morte ocorrida durante um salto de rope jump em Limeira, SP. A decisão, tomada por instrutores que lançaram a jovem sem os devidos equipamentos de segurança na Ponte do Esqueleto, ceifou os planos de futuro de Maria Eduarda, que incluíam a construção de sua própria família e a alegria de ver seus futuros filhos conhecerem os avós.
A tragédia, ocorrida na Ponte do Esqueleto em Limeira, SP, levanta questões sérias sobre a responsabilidade e a segurança em atividades de aventura. Imagens divulgadas nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, mostram o momento em que Maria Eduarda foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros. O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, já resultou na prisão de seis pessoas ligadas à organização e execução da atividade.
Em nota, a Família Rodrigues descreveu a perda como "inaceitável" e clamou por justiça. "É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões", declarou a família, que confia na atuação do Judiciário para esclarecer os fatos e honrar a memória de Maria Eduarda, também conhecida como Duda.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas era estudante de Educação Física, com formação prévia em Nutrição Esportiva, e trabalhava como recepcionista e estagiária em uma academia. A jovem planejava concluir sua graduação em 2027. A investigação apura o desaparecimento de equipamentos de captação de imagens e a supressão de provas que poderiam auxiliar no esclarecimento completo do ocorrido.
O inquérito inicial resultou na prisão em flagrante de três homens, instrutores responsáveis pelo salto. Posteriormente, outras três pessoas foram presas temporariamente, incluindo a responsável pela empresa informal que realizava os saltos. A Justiça negou pedidos de habeas corpus para alguns dos envolvidos, que foram transferidos para unidades prisionais mais seguras.
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