JUSTIÇA E IMPUNIDADE

Ex-professor do DF condenado por feminicídio segue foragido

Foto de rosto de Igor Azevedo Bomfim.
Igor Azevedo Bomfim, ex-professor condenado pelo feminicídio de Mayara de Souza Lisboa.

Igor Azevedo Bomfim, condenado a mais de 10 anos pelo assassinato de Mayara de Souza Lisboa, não foi localizado após ordem de prisão expedida em 29 de junho.

O ex-professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Igor Azevedo Bomfim, permanece em local incerto mais de um mês após a determinação de sua prisão. A ordem, emitida em 29 de junho deste ano, foi decretada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) para o cumprimento da pena de 10 anos e 10 meses pelo assassinato de sua ex-companheira, Mayara de Souza Lisboa.

O crime, que interrompeu a trajetória da jovem em 2 de novembro de 2010, na cidade de Santa Rita de Cássia (BA), marcou profundamente a vida de seus familiares. A ausência de Igor no sistema prisional mantém viva a dor da impunidade, enquanto a sociedade observa os desdobramentos de uma batalha judicial que se estende há anos.

Igor Azevedo Bomfim, que chegou a atuar na rede pública de ensino do DF entre 2021 e 2024, estava lotado no Centro de Ensino Fundamental 03 da Cidade Estrutural quando o caso veio à tona. Embora a Secretaria de Educação tenha pontuado que o ex-servidor apresentou certidões negativas no momento da contratação, o impacto da revelação levou ao seu afastamento imediato e à abertura de apuração sigilosa. Atualmente, ele não recebe salários do órgão.

O processo penal contra Igor tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde a Quinta Turma decidiu pelo cumprimento da pena após anulações e recursos anteriores envolvendo o STF. A defesa chegou a solicitar um habeas corpus para suspender o mandado, contudo, o ex-professor continua foragido, sujeito a captura a qualquer instante pelas forças de segurança sob a chancela da Justiça.

O caso, que remete a uma dinâmica de ciúmes obsessivos e violência doméstica, teve um histórico complexo desde a absolvição inicial pelo Tribunal do Júri em 2013, revertida em 2019. A reportagem tentou contato com a defesa do condenado, mas não obteve retorno até o momento.

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