CASO DE VIOLÊNCIA

Câmara de Sertãozinho investiga vereador Antonio Cesar Peghini por suspeita de estupro

Fachada e interior da Câmara Municipal de Sertãozinho.
Gabinete do vereador Antonio Cesar Peghini, investigado por denúncia de estupro em Sertãozinho (SP).

Parlamentar Antonio Cesar Peghini, o Cesinha (PL), enfrenta comissão processante após denúncia de crime sexual cometido dentro de gabinete oficial.

A Câmara de Sertãozinho (SP) instaurou uma comissão processante para investigar o vereador Antonio Cesar Peghini, conhecido como Cesinha (PL), sob a acusação de estupro. A decisão foi motivada por um relato de abuso sexual que teria ocorrido dentro do próprio gabinete do parlamentar, levantando um debate urgente sobre a segurança e a integridade no ambiente do Poder Legislativo.

Conforme a denúncia apresentada, o episódio aconteceu em 15 de junho, quando a vítima buscava auxílio para conseguir uma colocação profissional. A mulher afirma que o encontro foi agendado estrategicamente pelo vereador em um horário em que o gabinete estaria vazio, momento em que teria aproveitado de sua vulnerabilidade para praticar o ato sem consentimento. Em relatos à Polícia Civil, a denunciante descreveu o estado de choque vivido após o ocorrido.

Uma comissão composta pelos vereadores Juan Luis Flores Bertuso, José André Roberto Mazer e Marília Gabriela Fernandes da Silva conduzirá a apuração administrativa. O grupo terá um prazo de até 90 dias para analisar provas, incluindo mensagens de celular e imagens de segurança, e apresentar um relatório que pode resultar na cassação do mandato de Antonio Cesar Peghini.

Paralelamente, a Polícia Civil apura o caso na esfera criminal como um crime contra a dignidade sexual. Para resguardar a integridade da denunciante, o Judiciário estabeleceu medidas protetivas que impedem Antonio Cesar Peghini de manter qualquer tipo de contato ou se aproximar dela, de seus familiares e de testemunhas a uma distância mínima de 300 metros.

Antonio Cesar Peghini nega veementemente as acusações e sustenta sua inocência. Em sua defesa, o parlamentar alega ser vítima de uma tentativa de extorsão e afirma que apresentará documentos para comprovar sua versão dos fatos. O vereador declarou que respeitará as medidas protetivas determinadas pelo Judiciário e defendeu a abertura da comissão como um meio de esclarecer a situação.

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