TENSÃO NO GOLFO
EUA iniciam bloqueio naval no Estreito de Ormuz nesta terça-feira
Marinha americana estabelece operação de controle na via estratégica a partir das 17h, sob justificativa de garantir a segurança do tráfego marítimo global.
Os Estados Unidos deflagraram nesta terça-feira, 14/07/2026, um bloqueio naval focado em restringir o tráfego de embarcações vinculadas ao Irã. A operação, conforme comunicado oficial da Marinha americana, entra em vigor às 17h pelo horário de Brasília, com o objetivo declarado de impor uma nova dinâmica de segurança sobre o Estreito de Ormuz.
Donald Trump, em declarações via Truth Social, classificou o posicionamento dos EUA como o de novos guardiões da via marítima. O presidente americano sinalizou a intenção de implementar uma taxa de 20% sobre as cargas que transitarem pelo local, justificando a medida como um mecanismo de reembolso pelos custos operacionais de manutenção da segurança na região.
O Estreito de Ormuz, corredor estratégico que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, é vital para o fluxo de 20% do petróleo e gás mundial. A ação americana surge em um cenário de escalada regional, após uma série de ataques contra navios e bases aliadas que, segundo Teerã, levaram ao fechamento da rota por tempo indeterminado.
A Marinha americana assegurou que o trânsito de embarcações consideradas neutras e aquelas voltadas à ajuda humanitária permanecerá liberado, embora todos os navios estejam sujeitos a inspeções militares rigorosas. A medida rompe unilateralmente as previsões do memorando de paz assinado anteriormente entre Estados Unidos e Irã em junho, que previa a livre circulação durante um período de transição.
A resposta de Teerã foi imediata e enfática. O comando militar iraniano e a Guarda Revolucionária advertiram que qualquer intervenção dos EUA na administração do estreito será contestada. O governo iraniano enviou um alerta severo aos países vizinhos, como Bahrein, Kuwait e Catar, declarando que qualquer cooperação com a ofensiva americana será interpretada como um ato de hostilidade contra o Irã.
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