LIDERANÇA GLOBAL

Durigan pauta G7 com minerais críticos e atração de investimentos

Durigan pauta G7 com minerais críticos e atração de investimentos

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, propõe soberania e industrialização na exploração de recursos vitais e debate impactos da guerra no Oriente Médio, a partir desta segunda-feira, 18 de maio de 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inicia uma participação estratégica na reunião dos ministros de Finanças do G7 em Paris. A partir desta segunda-feira, 18 de maio de 2026, Durigan pauta temas cruciais: a exploração de minerais críticos com foco em soberania nacional, a atração de investimentos para o Brasil e as estratégias para mitigar os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio. Essa agenda visa posicionar o País como um ator econômico global relevante, impulsionando o desenvolvimento e a estabilidade.

No coração das discussões do G7, que reúne Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá, está a crescente preocupação global com a exploração de minerais críticos. Durigan aproveitará a plataforma para apresentar o projeto de lei brasileiro em tramitação no Congresso Nacional, focado nesses recursos. Ele enfatiza duas diretrizes inegociáveis para o Brasil: a soberania da União sobre seus recursos e o estímulo à industrialização, evitando que o País seja apenas um exportador de matéria-prima. "Se há capital francês, norte-americano, alemão querendo fazer investimento nisso (minerais), que se faça no Brasil, dividindo tecnologia com universidades brasileiras", reforçou Durigan, apontando para a importância da transferência de conhecimento e geração de valor no território nacional.

A complexa situação no Oriente Médio e seus reflexos na economia global também ocupam lugar central na pauta. O ministro busca a troca de informações e experiências entre os países do G7 para que o governo brasileiro adote as melhores práticas no enfrentamento às consequências do conflito. Durigan mencionou observações de uma recente viagem com o presidente Lula, em que notou abordagens similares à do Brasil em Portugal, Espanha e Alemanha, como subsídios limitados e desoneração de combustíveis para controlar a inflação. A preocupação é proteger o poder de compra da população e a estabilidade econômica em tempos de incerteza global.

Outro pilar da missão de Durigan em Paris é apresentar o Brasil como uma economia sólida e estável, pronta para receber investimentos. Ele divulgará programas como o Eco Invest, projetados para atrair capital estrangeiro com proteção cambial. "Esse debate sobre a economia brasileira, como o nosso real está estável, como a Bolsa brasileira, apesar das últimas semanas ter sofrido, como todas no mundo sofreram, é a Bolsa que mais tem respondido bem ao investimento, como os ativos brasileiros ainda me parecem interessantes", explicou o ministro a jornalistas, buscando inspirar confiança nos mercados internacionais. A expectativa é de que novos investimentos se traduzam em crescimento, empregos e prosperidade para os brasileiros.

A agenda de Durigan na França não se restringe às plenárias do G7. Ele tem uma série de encontros bilaterais com autoridades estrangeiras e eventos com representantes da sociedade civil e do setor privado francês. Além dos temas prioritários do G7, o ministro abordará pautas de vanguarda, como Inteligência Artificial e transição energética.

A participação mais intensa de Dario Durigan na reunião do G7, com os demais ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do grupo, ocorrerá na terça-feira, 19 de maio de 2026. Após o almoço ministerial, estão agendadas reuniões com a ministra-delegada para Inteligência Artificial da França, Anne Le Hénanff, e com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama. No final da tarde, o ministro também se reunirá com o diretor-executivo da AIE (Agência Internacional de Energia), Fatih Birol.

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