DESCONTOS SEM AUTORIZAÇÃO

Cobrança indevida afeta aposentadoria de Maria Aparecida Nicácio da Silva há quatro anos

Foto de Maria Aparecida Nicácio da Silva
Maria Aparecida Nicácio da Silva, aposentada de 80 anos, teve descontos indevidos no seu benefício do INSS.

Família denuncia prejuízo de R$ 3 mil em benefícios do INSS vinculados ao Banco Mercantil; instituição afirma que analisa a situação.

Uma irregularidade no extrato bancário de Maria Aparecida Nicácio da Silva, de 80 anos, revelou um prejuízo financeiro acumulado por quatro anos. A denúncia foi formalizada por seu neto, Thiago Nicácio, nesta sexta-feira, 17/07/2026, após ele constatar descontos indevidos realizados diretamente no pagamento da aposentadoria da idosa, residente em Guarulhos, SP, junto ao Banco Mercantil.

O caso, que agora é objeto de investigação pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, teve início com a identificação de uma taxa de R$ 60 referente ao serviço identificado como “Meu+”. Ao aprofundar a análise dos registros, o familiar descobriu que a situação persistia desde 2022. Somados, os valores descontados indevidamente superam a marca de R$ 3 mil, verba que, para a família, é essencial para custear o aluguel e despesas médicas da idosa, que cuida de uma filha com doença terminal.

A defesa da família sustenta que Maria Aparecida Nicácio da Silva não possui familiaridade com o ambiente digital, invalidando a tese do banco de que a contratação teria ocorrido via caixa eletrônico. O neto relata ter sido redirecionado diversas vezes entre SAC e ouvidoria, sem obter uma resolução definitiva ou explicações sobre a origem da autorização do serviço.

A prática de descontos do “Meu+” em benefícios do INSS tem sido alvo de múltiplos relatos em plataformas como o Reclame Aqui, com consumidores em cidades como Belo Horizonte, MG, reportando cobranças similares sem anuência. Embora a decisão atual dependa de análise administrativa da instituição e possível intervenção judicial, a família busca o estorno integral dos valores.

Procurado, o Banco Mercantil informou, por meio de nota, que está verificando o caso de Maria Aparecida Nicácio da Silva. A instituição ressaltou que atua em conformidade com as normas do Banco Central do Brasil e do Código de Defesa do Consumidor, tratando a transparência como prioridade.

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