IMPACTO NA FAMÍLIA

Cesta básica sobe em todas as capitais em maio, atingindo R$ 7.999,44 o mínimo necessário para família de 4 pessoas

Gráfico mostrando o aumento do custo da cesta básica nas capitais brasileiras em maio de 2026.
O aumento no custo da cesta básica impacta diretamente o poder de compra das famílias brasileiras.

Pesquisa Dieese/Conab aponta que custo médio da alimentação básica avançou em todas as regiões do Brasil. Salário mínimo necessário para suprir despesas com alimentação para quatro pessoas chegou a quase R$ 8 mil.

{"blocks":[{"key":"f6n2g","type":"paragraph","data":{"text":"O custo da cesta básica registrou aumento em todas as 27 capitais brasileiras durante maio de 2026. A divulgação foi feita nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). A elevação generalizada impacta diretamente o orçamento das famílias e a dignidade de milhões de brasileiros que lutam para garantir o sustento básico."}},{"key":"a7b3c","type":"paragraph","data":{"text":"As maiores variações mensais nos preços da cesta básica foram observadas em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%). O levantamento completo está disponível em PDF."}},{"key":"d9e1f","type":"paragraph","data":{"text":"São Paulo se manteve como a capital com o custo mais elevado para a cesta básica, atingindo R$ 952,20. Em seguida, figuram Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43). Em contrapartida, os menores valores foram registrados em São Luís (R$ 651,15), Aracaju (R$ 652,73), Rio Branco (R$ 689,11) e Porto Velho (R$ 689,88)."}},{"key":"g3h5i","type":"paragraph","data":{"text":"Na comparação anual, comparando maio de 2026 com maio de 2025, a maioria das capitais apresentou elevação nos preços dos alimentos básicos. Recife liderou a alta com um avanço de 14,29%. São Luís foi a única cidade a registrar queda nos preços em 12 meses, com uma redução de 2,52%."}},{"key":"j8k2l","type":"paragraph","data":{"text":"No acumulado do ano de 2026, todas as cidades pesquisadas por Dieese e Conab viram os preços da cesta básica subir. As variações anuais percorrem de 3,45% em São Luís a 21,94% em Recife. Fortaleza (21,88%), Aracaju (20,99%) e João Pessoa (20,22%) também registraram aumentos significativos."}},{"key":"m4n6o","type":"paragraph","data":{"text":"Considerando a cesta básica mais cara do país, a de São Paulo, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário para suprir as despesas alimentares de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.999,44 em maio de 2026. Este valor representa quase 5 vezes o salário mínimo vigente na época, que era de R$ 1.621. Em abril, a estimativa para o salário mínimo necessário era de R$ 7.612,49."}},{"key":"p7q1r","type":"paragraph","data":{"text":"Um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou dedicar, em média, 105 horas e 50 minutos de seu tempo de trabalho para adquirir os itens essenciais da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas. Em abril, esse tempo era de 100 horas e 52 minutos. O comprometimento da renda líquida com a alimentação básica passou de 49,57% para 52,01% entre abril e maio, evidenciando a dificuldade crescente em garantir o básico."}},{"key":"s5t9u","type":"paragraph","data":{"text":"Entre os itens que mais pressionaram os preços, destacam-se a batata, cujo preço subiu em todas as capitais da Região Centro-Sul, e o tomate, que registrou alta em 26 das 27 cidades analisadas. A carne bovina também acompanhou a tendência de alta na maior parte do país. Em sentido contrário, café em pó, óleo de soja e açúcar apresentaram queda de preços na maioria das capitais, oferecendo um alívio pontual em meio à escalada geral."}}]}

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