ECONOMIA E CONSUMO

Endividamento das famílias de Natal recua para 82% em julho, aponta Fecomércio RN

Gráfico ou imagem ilustrativa sobre endividamento familiar e economia em Natal.
Pesquisa revela mudanças no comportamento financeiro das famílias natalenses em julho.

Pesquisa do Instituto Fecomércio RN aponta queda no endividamento, embora a inadimplência apresente alta na comparação mensal.

O percentual de famílias endividadas em Natal atingiu a marca de 82% em julho, o que equivale a 232,2 mil núcleos familiares. O dado consta na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto Fecomércio RN (IFC).

Embora o patamar ainda seja considerado elevado, o levantamento demonstra uma trajetória de melhora na comparação anual. Para o Instituto Fecomércio RN, esse movimento é um sinal positivo em um cenário de juros altos, que frequentemente limita o consumo e pressiona a renda disponível para a manutenção das atividades do comércio.

Entre as modalidades que compõem o endividamento, destacam-se o cartão de crédito, os carnês e o crédito consignado. Atualmente, 36% dos consumidores ouvidos classificam seu nível de dívida como moderado ou alto, evidenciando o esforço contínuo dos moradores de Natal para reequilibrar o orçamento doméstico.

No que tange à inadimplência, julho registrou 34,1% de famílias com contas em atraso. Este é o menor índice observado para o mês desde 2019, refletindo uma queda expressiva em relação aos 40,1% registrados em julho de 2025. Apesar da recuperação gradual, Natal ainda apresenta índices de inadimplência superiores à média nacional (29,8%) e regional do Nordeste (31,2%).

Apesar da resiliência anual, a análise mensal revelou um desafio imediato. O índice de inadimplência subiu de 23,2% em junho para 34,1% em julho, um aumento de 10,9 pontos percentuais em apenas 30 dias. Segundo o Instituto Fecomércio RN, a oscilação indica que, mesmo com a melhora no longo prazo, o consumidor enfrenta dificuldades cíclicas que exigem cautela redobrada no gerenciamento das finanças e no planejamento das despesas futuras.

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