ALERTA GLOBAL SAÚDE
CDC confirma Ebola em profissional estrangeiro do Congo
Surto no país africano já vitimou 100 pessoas; variante Bundibugyo não possui vacina.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmaram, nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, a infecção por Ebola de um profissional de saúde estrangeiro que atuava na República Democrática do Congo. A notícia intensifica a preocupação com o grave surto que já vitimou ao menos 100 pessoas no país africano e soma mais de 390 casos suspeitos, revelando uma crise de saúde com impacto humanitário profundo, especialmente pela ausência de vacinas ou tratamentos específicos para a variante Bundibugyo. O profissional infectado será transferido para a Alemanha para receber tratamento e cuidados especializados, em uma operação coordenada com o Departamento de Estado americano. Durante uma coletiva de imprensa, Satish Pillai, responsável pela resposta do CDC ao Ebola, afirmou que o risco para os Estados Unidos continua baixo, mas a situação local inspira grande cuidado. A emissora britânica BBC informou que mais de 390 casos suspeitos já foram registrados na República Democrática do Congo, elevando o cenário de medo e incerteza entre a população. O atual surto envolve a variante Bundibugyo do vírus Ebola, considerada mais rara e para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados, ampliando o temor de uma disseminação regional mais vasta. Ainda segundo a BBC, ao menos seis americanos teriam sido expostos ao vírus durante a atuação no Congo, com fontes ouvidas pela CBS News, parceira da emissora nos EUA, afirmando que um deles apresentou sintomas, enquanto outros tiveram contato considerado de alto risco. O CDC, contudo, não detalhou quantas pessoas foram afetadas diretamente. Diante da gravidade, o governo americano também anunciou novas medidas de prevenção, como o monitoramento de viajantes vindos das áreas afetadas e restrições de entrada para estrangeiros que tenham passado recentemente pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul. A situação já se espalha: Uganda também confirmou casos da doença, incluindo uma morte. Países vizinhos, como Ruanda e Nigéria, anunciaram reforço em ações de vigilância e controle sanitário nas fronteiras, em um esforço para conter a propagação do vírus e proteger suas populações da ameaça iminente.
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