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Brasil atinge superávit histórico e atrai capital estrangeiro, diz Mdic

Brasil atinge superávit histórico e atrai capital estrangeiro, diz Mdic

Balança comercial de abril de 2026 registra US$ 10,5 bilhões, o maior desde 1989.

O Brasil celebrou um superávit comercial histórico de US$ 10,5 bilhões em abril de 2026, o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica em 1989. Revelado pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, esse marco econômico reflete um contexto global de tensões geopolíticas e alta das commodities, como petróleo e soja. Tal desempenho reforça a resiliência da economia brasileira e cria um ambiente favorável para investidores, impactando positivamente a percepção de estabilidade do país.

As exportações brasileiras atingiram um recorde de US$ 34,1 bilhões no mesmo período, o maior valor já apurado em um único mês. Esse cenário de desempenho robusto da balança comercial brasileira atrai a atenção de especialistas e investidores, que veem oportunidades em um mercado que se destaca globalmente.

Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro, aponta que o momento exige olhar atento dos investidores para as vantagens geradas por essa conjuntura externa. "Mesmo diante de um contexto de conflitos e da elevação do preço do petróleo, o Brasil tem ampliado seu superávit comercial, impulsionado principalmente pelo agronegócio e pela soja", comenta Godoy, sublinhando a força do setor primário.

Corroborando a análise, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, destaca o papel crucial do agronegócio na sustentação econômica. "O agronegócio tem sustentado o PIB nos últimos anos, e o Brasil se beneficia por ser um grande exportador justamente em um momento em que o mundo procura segurança no fornecimento desses produtos essenciais", analisa Marilia, evidenciando a importância estratégica do país no cenário alimentar global.

Além disso, o Brasil tem se tornado um polo de atração para investidores estrangeiros que buscam diversificar seus portfólios diante das incertezas da economia americana. "Grandes investidores precisam alocar capital e buscam teses atraentes. O Brasil tem despontado, inclusive, pela sua distância geopolítica dos conflitos atuais, o que gera vantagens neste momento", explica Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb.

Marilia Fontes ainda observa que essa movimentação de capitais estrangeiros também reflete a reconfiguração das relações comerciais globais, especialmente entre China e Estados Unidos, e o impacto das tarifas comerciais impostas por Donald Trump. "Não é uma exclusividade do Brasil. Outros países e até a própria Europa vêm buscando novos parceiros comerciais, enquanto a China tem tentado estreitar laços e reduzir sua dependência do dólar nas negociações internacionais", esclarece Marilia, indicando uma profunda transformação no comércio mundial.

Este debate sobre economia e investimentos é aprofundado na Resenha do Dinheiro. Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, conhecido como o "Papai Financeiro", Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, e Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb. A atração propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre educação financeira e investimentos, abordando semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos, sem abrir mão da análise profunda.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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