MAIS SEGURANÇA FINANCEIRA

BC restringe eFX para proteger usuários de pagamentos internacionais

Fachada do edifício sede do Banco Central do Brasil em Brasília
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília

Prazo final para instituições se regularizarem é maio de 2027. Novas regras valem a partir de 1º de outubro de 2026.

O Banco Central (BC) decidiu restringir as instituições financeiras que podem oferecer o serviço de pagamentos e transferências internacionais (eFX). A medida, anunciada nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, visa fortalecer a supervisão do sistema, proteger os usuários de transações no exterior e alinhar o Brasil aos padrões globais de combate a ilícitos financeiros. Para o cidadão, a mudança representa maior segurança e clareza nas operações com dinheiro além das fronteiras.

A partir de 1º de outubro deste ano, apenas instituições autorizadas a funcionar pelo BC poderão realizar pagamentos de compras, contratação de serviços e transferências internacionais de recursos. Essa regulamentação busca criar um ambiente financeiro mais transparente e seguro para todos que dependem do serviço eFX para suas necessidades globais.

Para as instituições que ainda não possuem a autorização necessária, há um prazo de adaptação: elas podem continuar a operar o eFX, desde que solicitem ao BC a devida autorização para funcionamento até maio de 2027. Este período de transição garante que o mercado possa se ajustar sem interrupções abruptas, mantendo a continuidade dos serviços essenciais para a população.

O eFX (Electronic Foreign Exchange) é um sistema essencial que facilita pagamentos de bens e serviços, além de transferências de dinheiro entre países, de forma rápida e eficiente, sem a burocracia de contratos de câmbio complexos. Sua importância cresce com a globalização e o aumento das transações digitais.

Reforço na proteção e transparência

A nova diretriz do Banco Central não apenas limita quem pode operar o eFX, mas também exige maior responsabilidade das instituições. Elas deverão fornecer informações detalhadas mensalmente ao BC e usar contas segregadas, dedicadas exclusivamente ao trânsito de recursos dos clientes. Essas ações são cruciais para prevenir fraudes e garantir que o dinheiro dos usuários esteja sempre seguro.

Além de fortalecer a proteção, a norma do BC também amplia as possibilidades do serviço. Agora, será possível realizar transferências relacionadas a investimentos nos mercados financeiro e de capitais, tanto no Brasil quanto no exterior, com limite de até US$ 10 mil. Isso abre novas portas para investidores e facilita a movimentação de capital em um cenário globalizado.

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