ESTÉTICA E SAÚDE
Anvisa autoriza uso de toxina botulínica no pescoço para contorno facial
Procedimento, conhecido como efeito Nefertiti, reduz sinais de envelhecimento ao relaxar a musculatura do pescoço e definir o contorno da mandíbula.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) formalizou a autorização para o uso da toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, em tratamentos na região do pescoço, nesta terça-feira, 14/07/2026. A decisão, que visa ampliar as possibilidades terapêuticas para a harmonização orofacial, impacta diretamente a forma como pacientes buscam melhorar o contorno facial e suavizar os sinais do tempo, garantindo maior rigor técnico e segurança aos procedimentos estéticos.
Conhecido no setor como “efeito Nefertiti”, o tratamento recebe este nome em alusão ao pescoço alongado e ao contorno mandibular da rainha egípcia do século XIV a.C. A dentista especialista em harmonização orofacial Carolina Prata explica que a técnica foca em uma área que exerce forte influência sobre a aparência da face devido aos efeitos da gravidade.
“Quando pensamos em botox, muitas pessoas olham apenas para a testa ou para as rugas ao redor dos olhos. No entanto, o pescoço é que atua diretamente na sustentação visual do rosto. Ao trabalharmos a musculatura dessa região, conseguimos proporcionar um resultado harmônico que equilibra os sinais de envelhecimento e pode evitar disparidades na aparência da face e do restante do busto”, afirma a especialista.
Como funciona o procedimento
De acordo com a profissional, a aplicação ocorre em pontos estratégicos do músculo platisma, situado na parte anterior do pescoço. Com o passar dos anos, essa musculatura tende a exercer maior tração sobre os tecidos faciais, o que contribui para a perda da definição do contorno da mandíbula. O relaxamento do músculo reduz essa força descendente, suavizando a flacidez.
Segundo a dentista, o procedimento não altera a naturalidade das expressões. Os efeitos surgem gradualmente, com o resultado máximo atingido em aproximadamente duas semanas e duração média de quatro meses.
Indicações e cuidados necessários
A popularidade do método cresceu após figuras públicas, como a modelo Yasmin Brunet, compartilharem sua experiência com o “efeito Nefertiti”. Contudo, Carolina Prata enfatiza que a técnica não é universal. A avaliação individual é indispensável para verificar se a perda de contorno facial está vinculada à ação do músculo platisma ou a outros fatores, como perda de colágeno e acúmulo de gordura.
“O tratamento precisa ser personalizado. Em alguns casos, ele pode ser integrado a um planejamento que inclui bioestimuladores de colágeno ou tecnologias para firmeza da pele”, pontua. A especialista da SorriaMed ressalta ainda que, por se tratar de uma área que envolve movimentos de fala e deglutição, a execução deve ser feita exclusivamente por profissionais habilitados, com conhecimento profundo da anatomia cervical.
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